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Emerson Sheik se despede do Corinthians: 'Me sinto privilegiado de ter jogado aqui'

Emerson Sheik se despede do Corinthians: 'Me sinto privilegiado de ter jogado aqui'

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Emerson Sheik em sua última coletiva no Corinthians

Emerson Sheik em sua última coletiva no Corinthians

Rodrigo Vessoni

Emerson Sheik concedeu sua última entrevista coletiva como jogador do Corinthians. Foi também sua última entrevista coletiva como jogador profissional. Aos 40 anos, o atacante se despede dos gramados com a certeza de que seu nome está cravado na história do Timão.

Em quase seis temporadas, 196 jogos, 28 gols e 7 títulos com a camisa alvinegra. O, agora ex-jogador, não escondeu o orgulho de ter feito parte do Bando de Loucos e de ter se tornado um dos jogadores mais importantes do clube em 108 anos.

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"Tenho o hábito de dizer que eu estava sendo pago para fazer tudo isso. Não consigo deixar de dividir os méritos. Todas essas conquistas, jogos e gols teve a participação de mais de 70 funcionários, comissão técnica, funcionários do hotel, cozinha, imprensa, todos os setores. Me sinto honrado por ter construído uma história bacana na maior instituição do Brasil, me sinto privilegiado de ter jogado aqui, de ter feito gols importantes e de ter conquistado títulos", afirmou o ex-camisa 47, que marcou com a camisa 11 da equipe.

"Eu estou saindo, o balanço é muito positivo, agora consigo fazer uma reflexão e o sentimento que fica é de dever cumprido, por todos os clubes que passei pude honrar essas camisas, como fiz no Corinthians, uma felicidade imensa de ter a certeza de, por todos os lugares que passei, ter levado alegria a milhares de corações. Estou tranquilo, vinha planejando isso. Estou de boa, como dizem os jovens. Agora sou tiozinho", completou, sorrindo.

Emerson segura o quadro que recebeu do clube

Emerson segura o quadro que recebeu do clube

Rodrigo Vessoni

Como sempre costumou fazer ao longo da carreira, Emerson Sheik fez questão de lembrar que o futebol é um esporte coletivo e, diante disso, não conquistou nada sozinho. Nem mesmo o título inédito da Copa Libertadores 2012, em que foi protagonista na finalíssima diante do Boca Juniors (ARG).

"Eu acho que sim (ser herói para todo mundo), porém, vou continuar dividindo os méritos, muita gente envolvida, muitos profissionais que abriram mão de estarem com filho, mãe, pai, de passar o final de semana em casa e viajar. Continuo com a ideia de dividir com todos que participaram da conquista da Libertadores de 2012. Mas acho que pelos gols da final, eu vou ser o cara mais lembrado do título. Mas gostaria que fosse diferente, tinha muita gente envolvida naquela competição", avisou o ex-jogador.

"Vou falar a vida inteira, política e religião é difícil discutir. Essa resposta vem da minha família. No dia a dia, vejo isso, tudo o que aconteceu na minha carreira foi Deus, verdadeiramente. É assim desde que saí de casa aos 13, 14 anos. Deus está muito presente na minha vida", completou.

Por fim, Emerson Sheik falou sobre as demonstrações de carinho que recebe do torcedor do Corinthians, como a mostrada pelo Meu Timão, com o pequeno Enzo, que fez de tudo para conhecê-lo e teve a chance de curtir com o ídolo no CT Joaquim Grava.

"É o grande barato da nossa carreira, poder levar alegria, sentimentos de felicidade para tanta gente, pessoas que nem conheço. É bacana saber que o que eu escolhi para fazer leva alegria para o coração de milhares de pessoas. A história dessa criança, o Enzo, saí do CT para uma reunião e não o vi. Depois o meu Instagram bombou com os vídeos do menino, entrei em contato, ontem trouxe para o CT, se divertiu, parecia a Disney para ele. Que bom que nós atletas podemos proporcionar momentos de alegria, isso é gratificante", afirmou.

Balanço da passagem atual, sua última pelo clube

A volta de Emerson Sheik surpreendeu a todos no início deste ano. Aos quase 40 anos, o atacante viria para tentar ajudar a equipe de Fábio Carille. Sheik atuou mais do que todos imaginavam, mas não conseguiu fazer tanta diferença dentro de campo - apenas dois gols. Em termos de título, o Paulistão em cima do maior rival dentro do Allianz Parque. Na última coletiva, o agora ex-jogador fez um balanço.

"Na verdade, a ideia da aposentadoria surgiu em 2017, comecei a pensar nesta possibilidade real. O Corinthians fez a proposta de poder voltar, a ideia era fazer o Paulistão, ganhar, ficar só seis meses, e encerrar em julho. Porém, eu fui muito usado pelo Fábio Carille nos jogos e consegui mais uma vez contribuir de uma forma que poucos esperavam. Para a sequência do ano, o Fábio me pediu para ficar, contava comigo, pediu para ficar até o final do ano... Sentamos, conversamos e decidimos que o contrato seria até dezembro. Mas minha ideia de encerrar começou em 2017, está tudo bem, estou tranquilo e com a cabeça boa. Já vinha com a ideia de dar sequência na vida fora dos gramados", afirmou.

Veja mais em: Emerson Sheik, Ídolos do Corinthians e CT Joaquim Grava.

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