Entenda por que chegada da IBM anima Corinthians por naming rights da Arena

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Executivos da IBM e dirigentes do Corinthians posam para foto ao término de evento

Executivos da IBM e dirigentes do Corinthians posam para foto ao término de evento

Rodrigo Coca/Ag. Corinthians

Não, torcedor: os naming rights da Arena Corinthians não foram e nem serão adquiridos pela IBM, empresa de tecnologia recém-chegada ao estádio. Mas há quem entenda que a parceria, a qual promete transformar a experiência dos torcedores frequentadores por meio de inteligência artificial, aumenta a possibilidade de o Timão enfim negociar os direitos de nome de sua casa.

Sediada nos Estados Unidos, a IBM oferece serviços de infraestrutura, hospedagem e consultoria para outras companhias. Ainda que ela venha aumentando seu investimento em marketing no Brasil – vide a estratégia de associar-se à marca do Corinthians –, comprar os naming rights da Arena, por ora, passa longe de suas metas.

É o que explica o diretor de marketing corinthiano, Luis Paulo Rosenberg. Questionado se havia alguma chance de a multinacional fechar a aquisição dos naming rights do estádio em Itaquera, o cartola lembrou que o foco do clube está em atrair outro tipo de empresas: as que lidam diretamente com o consumidor final.

O naming rights é basicamente algo para empresa que tenha contato direto com o consumidor. Pode ser uma empresa aérea, uma vendedora de TVs, uma loja de varejo, enfim, é mais por aí que você vai encontrar. Uma IBM é empresa que lida com empresas, não tem nenhum cabimento mercadológico a gente trabalhar essa ideia”, pontuou Luis Paulo durante o evento de apresentação do acordo, realizado na última sexta-feira, na própria Arena.

Por outro lado, à medida que o estádio seja transformado numa espécie de pólo tecnológico de São Paulo, receba novos serviços e ganhe cada vez mais projeção nos mercados nacional e internacional, cresce consideravelmente a expectativa de uma marca topar dar nome à Arena.

“O que nós precisamos: que tenha uma base tecnológica tão forte, tão diversificada, que permita que a função do marketing diminua. Nesse sentido, o naming rights fica muito mais alavancado com o dispor de uma tecnologia desse tipo”, sintetiza Rosenberg.

“É muito importante, é um outro padrão de experiência que você provê ao seu expectador e, consequentemente, a atratividade de uma marca de colocar seu nome nessa arena sobe”.

A Arena Corinthians foi inaugurada em maio de 2014, mas a busca por um patrocinador que aceite dar nome à mesma ao longo de 20 anos teve início muito antes. Por tratar-se de um modelo de negócio considerado novo no Brasil, o Timão encontrou diversos entraves e jamais esteve até mesmo próximo de concluir qualquer acordo.

O planejamento inicial era vender os NR por cerca de R$ 450 milhões, recebendo tal quantia nos 20 anos. Mas a alta cúpula alvinegra trabalha também com a hipótese de selar a concessão do nome da ainda Arena Corinthians e embolsar a quantia futura não por 20, mas dez anos.

Não é só naming rights: relembre as promessas jamais cumpridas por Andrés & cia.

Veja mais em: Arena Corinthians, Naming Rights, Luis Paulo Rosenberg e Ações de marketing.

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