Ex-jogador relembra imbróglio que o deixou três anos sem sequer estrear pelo Corinthians

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Por Meu Timão

Careca fez a carreira em países alternativos, como a Tailândia

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Divulgação

A história do Corinthians não é formada apenas por jogadores que conseguiram se firmar e ter sequência com a camisa alvinegra. Entre os tantos nomes que já defenderam o Timão, há uma série de atletas que sequer conseguiram estrear pelo clube. É o caso do atacante Rodrigo Vergílio.

Conhecido como Careca e agora aposentado, aos 36 anos, o ex-jogador foi atleta do Corinthians por três anos, depois de se destacar no modesto Matonense, onde chamou atenção de rivais, mas optou pelo Parque São Jorge.

"Fiz minha estreia profissional no jogo contra o Santos e a gente perdeu o jogo de 5 a 4, mas eu marquei dois gols. Depois do Estadual eu fui para o Corinthians, em 2001. O clube tinha uma parceria com o Palmeiras, mas meu pai era corinthiano e eu queria realizar um desejo do meu coração", relembrou o jogador, em entrevista à ESPN.

O sonho do pai e do garoto, porém, ficou no quase. Em seu primeiro ano, Careca não teve oportunidade em meio aos grandes nomes do plantel comandado por Vanderlei Luxemburgo e acabou jogando apenas na Copinha de 2002.

"O time tinha Vampeta, Marcelinho Carioca, Rogério, Fábio Luciano, Kléber, Gil... Naquela época o Corinthians era muito bom e quase nenhum garoto teve oportunidade de jogar”, contou Careca.

Não bastasse a concorrência, um problema nos bastidores piorou de vez a situação do atacante no Corinthians, fazendo-o permanecer no clube sem poder atuar.

"Logo no primeiro ano o Corinthians queria me comprar e me chamaram para entrar em contato com meus agentes. Eles queriam uma reunião para poder finalizar, mas eles queriam dividir em algumas parcelas. O presidente da Matonense disse que não queria assim e arrumou a maior confusão com os caras lá dentro da sala do diretor", afirmou.

"Ele falou: ‘Se vocês não comprarem o Careca, eu vou vendê-lo para o Palmeiras, só estou esperando ele sair daqui para levar’. Só que os caras esqueceram que eu tinha mais um ano de contrato. Aí, o diretor do Corinthians falou: 'Nós não vamos comprá-lo e ele vai ficar aqui mais um ano só jogando na base e não vai jogar mais no profissional’. Os caras acabaram me prejudicando", complementou.

Com bom rendimento na base, Careca atraiu a atenção de Parreira para enfim jogar entre os profissionais, mas a briga entre dirigentes e agentes acabou impedindo que ele jogasse, resultando em empréstimos até o fim de seu vínculo com o clube, em 2004.

Eu tinha assinado procuração com três empresários. Cara, foi a maior confusão porque ninguém sabia quem era o meu empresário! Cada hora aparecia um cara no Corinthians dizendo que me representava. Era um menino novo que havia acabado de chegar do interior e fiz várias lambanças”, relembrou.

“O Vampeta falou para mim: ‘O Parreira está doido para te colocar para jogar, só que tá tendo uma briga interna. Apareceu um monte de empresários aí e os caras não vão te botar jogar enquanto você não resolver essas situações’. Respondi: ‘Para falar a verdade, nem sei quem é mais o meu empresário de verdade, cara!’ Foi um negócio engraçado”. Os caras prometiam um negócio e eu já assinava”, concluiu.

Veja mais em: Ex-jogadores do Corinthians.

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