Érika relata dificuldades na parada, admite receio em volta e critica 'ajuda' da CBF
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Por Meu Timão

Érika comentou tudo que envolve a paralisação por conta da pandemia
Bruno Teixeira/Ag. Corinthians
Nesta quarta-feira, o Corinthians volta a campo pelo Campeonato Brasileiro Feminino após mais de quatro meses de paralisação por conta do novo coronavírus. No retorno aos treinos, o técnico Arthur Elias valorizou o trabalho das atletas durante a pausa, que teve uma série de dificuldades para todas, como conta a zagueira Érika.
"Não foi fácil por conta de espaço. Não tínhamos tantos equipamentos. O Marcelo (Rossetti, preparador físico) disponibilizou todos os equipamentos que tinha. Fui a última, e quando vi não tinha mais quase nada (risos). É se reinventar. Tenho uma cama elástica pequena em casa, abro o portão... Foi meio complicado no começo, sim. Depois, quando vimos que não voltaria tão cedo, começou a dar um frio na barriga", pontuou, em entrevista ao GloboEsporte.com.
"Não só a Érika, mas todas as meninas que não têm a mesma condição. Aí vem a parte da Djara (Flores, psicóloga), do estafe pedindo calma, para dar o máximo no espaço que tem à disposição. Isso me deu tranquilidade. A partir do terceiro mês, conversei com o síndico do condomínio para usar a quadra, e assim foi", completou.
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Com as dificuldades da pausa para trás, o plantel já treina há algumas semanas e está pronto para voltar à ativa nesta quarta-feira, 19h30, contra a Ferroviária. Apesar da felicidade pelo retorno dos jogos, a zagueira não esconde o receio pelos riscos de infecção do novo coronavírus.
"Por um lado, estou feliz de ter voltado, mas fico agoniada com tudo que está acontecendo. Risco tremendo. Continuamos com essa precaução, esse medo. Se me perguntassem, e aí eu falando só como Érika, por um lado é legal voltar, óbvio, mas não é o momento. O risco que a gente corre, o risco para outras pessoas. Infelizmente, é dessa forma. No Brasil, futebol é quase tudo para todo mundo. Prezo pela minha vida, minha saúde e a de todos. Fico meio insatisfeita, porque não era o momento para voltar. Mas, se voltou, estou pronta para fazer o meu melhor e me cuidar bastante", concluiu.
Crítica à CBF
Durante a paralisação, a CBF prestou auxílio ao futebol feminino. A entidade distribuiu cerca de R$ 120 mil para cada equipe da Série A1 do Brasileirão e R$ 50 mil para os times da Série A2. Para Érika, a ajuda podia ter sido maior.
"É super difícil a parte financeira. Sabemos da ajuda da CBF. Não é nada. Desculpa, mas não ajuda em nada. A gente sabe quais são os gastos para o futebol. Diante de tudo o que aconteceu, todas paradas, poucas recebendo e, mesmo quem recebia, era com descontos, redução... Esse valor para quem não tem estrutura até deu para fazer alguma coisa. Falando pelo Corinthians, que mantém uma folha salarial como a nossa, alojamento, tudo isso... Não é fácil", finalizou.