Mancini admite situação complicada após derrota e cobra mudanças na equipe por virada na volta

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Por Andrew Sousa e Rodrigo Vessoni

Mancini quer time diferente para virar o jogo em Belo Horizonte

Mancini quer time diferente para virar o jogo em Belo Horizonte

Danilo Fernandes/ Meu Timão

O Corinthians começou sua trajetória na Copa do Brasil com derrota. Em casa, a equipe alvinegra perdeu para o América Mineiro por 1 a 0 e terá que reverter o placar negativo na próxima quarta-feira, em Belo Horizonte. Com duas vitórias longe da Arena pelo clube, o técnico Vagner Mancini pregou cabeça erguida para a volta, mesmo admitindo a situação complicada.

"Óbvio que é uma situação muito mais difícil, jogo em casa, mas temos condições de vencer lá. Desde minha chegada foram duas vitórias fora, isso nos dá confiança de ir lá e vencer. Temos a capacidade de vencer em qualquer lugar, demonstrou isso. Erramos na tomada de decisão, chutamos quando era para passar e vice versa. São decisões de dentro de campo, que acabam, em cada minuto, fazendo você perder a confiança. A decisão errada te faz pressionar a próxima jogada e isso eu vi nitidamente. Jogador sem confiança pra jogar e eu não vi ninguém no estádio; Tem os obrigados, mas não entendo a relação da falta de confiança com não vir da arquibancada a cobrança", pontuou em coletiva após a partida.

"A cobrança faz parte, já falei isso, existe dentro de cada um também, sabemos o quanto temos de prejuízo com a derrota, soframos, não dormimos, mas o torcedor mais ainda. Temos que ter na cabeça o que é correto, a entrega em campo, para não dar oportunidade ao adversário. Tem que ter imposição, e eu não vi isso. Vi a gente tentando propor, mas com decisões erradas e sequencia delas dá oportunidade para o adversário", completou.

Insatisfeito com o que viu em campo, Mancini ressaltou a possibilidade real de virada e até mesmo de título, desde que a equipe mude de postura para o jogo da volta - o Timão chutou apenas três vezes durante todo o segundo tempo, em que normalmente buscaria o resultado para ter vantagem na volta.

"Possível é, porque o futebol te ensina muito e dá oportunidades. Temos segundo jogo, podemos eliminar eles, eles têm vantagem, mas podemos reverter. Para isso temos que muda postura, imposição, agressividade, ser mais coeso, brigar mais, ter mais entrega.... sem isso não ganha do América nem de ninguém. É o básico do futebol. Eu peço isso o para eles, sei dos momentos, e não quero avançar casas. Tenho consciência do que acontece. Tenho um elenco que sofreu muito na temporada, ninguém tem varinha mágica para mudar do dia para noite, por isso tem jogos bons e ruins. Em casa tem pressão maior, porque temos que propor jogo e nos deparamos com situação diferentes, que é confiança. Se tem confiança, vocês está leve. Se não, qualquer jogada você se atrapalhar, erra passe, atrasa a jogada... hoje tivemos muita bola para trás, não foi isso que fizemos em treino mas quando você tem medo de errar, a bola vai para trás com a defesa, e não com quem está na frente. E não é assim", analisou.

"Essas diferenças de treino e jogo estão sendo observadas, eu vou vendo que tem mais personalidade para jogar no momento. A escalação tem outros fatores. Não posso excluir os treinos. Tenho que ter um time para mudar uma situação, não só ganhar jogo. Tentamos acertar mais que errar, mas erramos também, como todos os jogadores, mas sempre na cabeça sabendo que temos que mudar atitude, para que as coisas se encaixem diferente. Precisamos merecer o resultado e não só ganhar em bola parada, um chute, um desvio. Temos que construir e vamos", acrescentou.

Antes do fim da coletiva, o treinador voltou a falar sobre a falta de confiança com o estádio vazio, deixando claro que não está satisfeito com o que vê dentro de campo. O comandante ainda ressaltou que sua segunda derrota em casa veio de forma diferente da primeira, em que foi goleado para um ofensivo Flamengo.

"É mais fácil jogar de forma reativa, porque joga no erro do adversário. Se joga onde há espaço, é mais fácil. Mas o América jogou assim hoje, mas o Flamengo não. Foram dois jogos diferentes com dificuldade nos dois. No Flamengo fomos goleados, mas chutamos mais e tivemos mais oportunidade, talvez por eles terem saída jogo. Mas de uma forma ou de outro, nossa competitividade tem que ser muito maior, não pode ser como está. Temos que mudar a postura em campo, para buscar algo diferente. Vamos mudar rapidamente a equipe, não tenho duvida, em relação a temporada e do que já foi apresentado. Com uma série de ações, com comando forte, dia a dia forte, estar na mente do jogador e gerar confiança. Porque a bola não pode queimar no pé dele, sendo que não temos torcida no estádio. Eu entenderia a falta de confiança com torcida, mas não tem. A mudança de postura vai acontecer", finalizou.

Antes de pensar na Copa do Brasil, o Corinthians volta a jogar pelo Brasileirão neste sábado, às 19h, contra o Internacional.

Veja mais em: Vagner Mancini.

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