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Feliz nos EUA
Executivo de futebol procurado pelo Corinthians explica permanência na MLS
Por Meu Timão
André Zanotta foi um dos nomes cogitados pelo Corinthians para assumir o cargo de executivo de futebol no início do mandato de Augusto Melo. Antes de finalizar a contratação de Fabinho Soldado , o Timão buscou vários nomes no mercado que se encaixassem no projeto elaborado pela nova diretoria, e o atual diretor técnico do FC Dallas, dos Estados Unidos, foi uma das opções encontradas. Entretanto, Zanotta recusou a investida e explicou sua preferência pela Major League Soccer (MLS).
"Quero continuar aqui, ainda mais com esse ciclo de Copa do Mundo, que é outro fator para mim. Vendo esse crescimento da MLS, do futebol aqui dos Estados Unidos. Tudo isso faz uma grande diferença, quero contribuir ainda mais. Onde a liga de cinco anos atrás está agora, com a chegada de Lionel Messi, o acordo com a Apple, a visibilidade. Para mim, está sendo gratificante", disse o dirigente em evento virtual organizado pela MLS na última terça-feira em falas reproduzidas pelo portal ESPN.com.br
Zanotta está no FC Dallas há cinco anos. Antes disso, foi diretor esportivo do Santos entre 2012 e 2015, e participou das campanhas vitoriosas do Grêmio em 2017 e 2018, conquistando a Conmebol Libertadores, a Recopa e o Campeonato Gaúcho. Depois, ainda passou pelo Sport. Atualmente, porém, se diz adaptado ao estilo do trabalho nos Estados Unidos.
"A qualidade do trabalho aqui é excepcional. Não ter o ambiente político tão pesado como temos no Brasil e que eu passei muito, sendo um ambiente estritamente profissional faz uma diferença enorme. Os donos do Dallas são donos do Kansas City Chiefs, que acabou de ganhar o Super Bowl. Poder conviver com eles, que têm um sucesso no esporte, é um privilégio que quero seguir aproveitando", comentou.
Ao tomar a decisão de permanecer no país norte-americano para seguir seu trabalho, André Zanotta também ponderou a qualidade de vida para sua família.
"Tem um lado pessoal também. Qualidade de vida nos Estados Unidos, a vida no Texas é boa. Tudo isso me fez não querer sair por enquanto", concluiu o diretor.
Em termos de trabalho, André Zanotta destaca seu estilo de gestão, já que não é tão comum encontrar executivos brasileiros sem histórico de jogador em clubes estrangeiros.
"Eu fico super honrado toda a vez que algum clube do Brasil cogita e tem meu nome considerado para a posição de diretor executivo de futebol. Porém, é muito raro você encontrar executivos de futebol brasileiros trabalhando fora do Brasil. Não são muitos, ainda mais com o meu perfil. Tem o Edu Gaspar no Arsenal. Ele tem uma identidade muito próxima ao clube, ele foi jogador. O Leonardo, que esteve no Paris Saint-Germain e no Milan, ex-jogador de muito sucesso dos dois. O Juninho no Lyon. São perfis parecidos por terem essa experiência de jogador e a identidade muito fortes com os clubes, sendo elevados a um cargo de direção", explicou Zanotta.
Porém, ele diz se orgulhar de tudo o que construiu durante seu período no Brasil, e não destaca um possível retorno.
"Eu fico muito honrado e feliz com o que eu deixei. Fui campeão da Libertadores com o Grêmio, três anos no Santos com três presidentes diferentes, tive um ano no Sport que aprendi demais. Minha história no Brasil, eu deixei, pelo trabalho nos clubes, me credencia a voltar um dia. País que amo, que tenho minha família, sempre vai ser uma opção de voltar", concluiu o diretor técnico.





