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Novo presidente
Samir Xaud é eleito presidente da CBF até 2029
Por Meu Timão
Samir Xaud foi eleito novo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para um mandato de 2025 a 2029 na manhã deste domingo. O roraimense de 41 anos era o único candidato em disputa.
O Corinthians, vale lembrar, foi um dos 20 clubes que boicotaram as eleições da CBF . A diretoria alvinegra não enviou representantes por "discordar do processo vigente", mas não fechou portas para diálogos futuros. Neste domingo, o diretor jurídico Vinicius Cascone reclamou em suas redes sociais do modelo eleitoreiro da entidade.
Junto de Samir Xaud, foram eleitos os vice-presidentes Ednailson Leite Rozenha, Fernando José Macieira Sarney, Flávio Diz Zveiter, Gustavo Dias Henrique, José Vanildo da Silva, Michelle Ramalho Cardoso, Ricardo Augusto Lobo Gluck Paul e Rubens Renato Angelotti pela chapa "Futebol para todos: transparência, inclusão e modernização". Também foram definidos os seguintes nomes para comporem o Conselho Fiscal da CBF: Simon Riemann Costa e Silva, Eduardo Rigotto Netto e Frederico Ferreira Pedrosa como membros efetivos; e Francinaldo Kennedy Lima Barbosa, Manoel Rodrigues Neto e Rodrigo Ferreira La Rosa como suplentes.
Samir Xaud foi eleito após Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF até então, ser afastado por uma determinação da Justiça do Rio de Janeiro, que identificou uma suposta falsificação da assinatura do Coronel Nunes, um dos vice-presidentes da entidade, em um documento que dava ainda mais poder ao mandatário dentro da entidade. Ednaldo decidiu não recorrer da decisão.
Samir Xaud é natural de Boa Vista, capital de Roraima. Formado em medicina e com especialização em infectologia e medicina esportiva, trabalhou como empresário ao longo da carreira. Nunca chegou a atuar efetivamente como presidente de alguma federação. O agora presidente da CBF havia sido eleito para comandar a Federação Roraimense de Futebol (FRF) a partir de 2027, mas renunciou ao posto para assumir a entidade máxima do futebol brasileiro. Samir é filho de Zeca Xaud, que vai completar 40 anos à frente da FRF em 2026.
Primeiras promessas
Logo que foi eleito, Xaud palestrou às federações e clubes presentes e fez algumas promessas. A primeira: diminuir os estaduais de 16 para 11 datas. “Nossa prioridade inicial é a adequação do calendário do futebol brasileiro. É compromisso dessa gestão implementar imediatamente mudanças significativas no calendário das competições. Assumo o compromisso de promover, entre outras medidas, a reorganização dos campeonatos estaduais para um calendário de no máximo 11 datas, sem comprometimento da qualidade e da sustentabilidade financeira dessas competições", disse o novo presidente da CBF.
Samir Xaud também disse ser à favor da implementação de um fair play financeiro no Brasil e da criação de uma nova liga.
“O fair play financeiro também será uma prioridade da nossa gestão. Considerando a complexidade do tema e as diferentes formas de regulação, a CBF irá promover um amplo debate com a participação ativa de clubes, federações e especialistas. Nossa ideia é que seja instituído imediatamente um grupo de trabalho sobre fair play financeiro no âmbito da CBF, com o objetivo de propor as diretrizes para uma regulação moderna e adequada à realidade do futebol brasileiro", apontou o mandatário.
"Como dito ao longo da campanha, a criação da liga é outro compromisso desta presidência, que tomará todas as medidas para que esse tão importante projeto de desenvolvimento do futebol brasileiro saia efetivamente do papel. Por isso, digo aos clubes e aos representantes das ligas aqui presentes: as portas da CBF estão abertas desde já para uma discussão propositiva sobre a criação da liga", complementou.
Além disso, o novo presidente da CBF prometeu maiores investimentos no futebol feminino de olho na Copa do Mundo de 2027, que será disputada no Brasil, fortalecimento de "ações de combate ao racismo e qualquer forma de discriminação" e busca por maior identificação da sociedade com a Seleção Brasileira.
Como funcionam as eleições da CBF?
Para um indivíduo se lançar candidato, ele e seus pares precisam de apoio de no mínimo oito federações de futebol e cinco clubes. Como o colégio eleitoral da CBF é composto por 27 federações estaduais, 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro e outros 20 da Série B, cada pleito pode ter apenas três candidatos.
O peso dos votos é desigual: as federações têm peso 3, enquanto os clubes da Série A têm peso 2 e os da Série B, peso 1. Isso faz com que, na prática, apenas os apoios das federações sejam decisivos.
Samir Xaud conseguiu apoio das federações de 25 federações (cre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins), além de dez clubes (Amazonas, Botafogo, CRB, Criciúma, Grêmio, Palmeiras, Paysandu, Remo, Vasco e Volta Redonda), o que inviabilizou a candidatura de outras chapas - Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol e apoiado pelo Corinthians , tentou se lançar, mas esbarrou nisso.





