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Diretoria do Corinthians detecta mais de mil ingressos bloqueados e devolve carga ao Fiel Torcedor

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Neo Química Arena tem média de cerca de 45 mil torcedores nos jogos do Corinthians em 2025

Neo Química Arena tem média de cerca de 45 mil torcedores nos jogos do Corinthians em 2025

Rodrigo Vessoni / Meu Timão

A nova diretoria do Corinthians detectou cerca de 1,3 mil ingressos previamente bloqueados no sistema com acesso exclusivo para um login chamado "diretoria". Os bilhetes pertenciam a quatro setores da Neo Química Arena, não apenas a um único espaço do estádio.

Segundo apuração do portal Meu Timão, os 1,3 mil ingressos foram recolocados à venda no sistema do Fiel Torcedor para a partida contra o Vitória e, automaticamente, liberados para a compra dos sócios-torcedores com base no tradicional ranking de assiduidade.

A atual diretoria continua em processo de uma análise mais profunda sobre o caso, principalmente para entender o destino dessa carga previamente bloqueada no sistema nas partidas anteriores.

A reportagem procurou a gestão de Augusto Melo para esclarecer a situação. A diretoria explicou que, quando esses ingressos não são utilizados, eles retornam automaticamente ao sistema de vendas. O controle é feito pelo departamento de tecnologia, que identifica todas as entradas reservadas e, eventualmente, as disponibiliza para o Fiel Torcedor.

Um exemplo citado é o setor sul visitante, que normalmente começa com uma grande reserva de ingressos destinada à torcida adversária. Conforme o time visitante confirma sua previsão de público, o clube avalia a demanda e, caso haja disponibilidade, libera o excedente para os torcedores do programa Fiel Torcedor.

Caso de Polícia

Recentemente, a venda online e distribuição da carga de ingressos dos jogos do Corinthians virou inquérito da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCIBER) da Polícia Civil, comandada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC).

O despacho de 15 páginas, conduzido e assinado pelo delegado Marcel Madruga, indicou que não havia indícios técnicos ou materiais para comprovar que ocorreu invasão ou violação cibernética na emissão de ingressos do sistema do Fiel Torcedor.

Porém, a DCCIBER deixou claro que não tem competência para apurar possíveis cambismos no clube, pois atua nas investigações apenas por práticas realizadas por meios eletrônicos, caso da violação cibernética citada.

Como são fatos de questão interna do Corinthians, o inquérito sugeriu que a gestão seguisse alguns mecanismos administrativos, por exemplo, compliance, auditoria e governança.

Veja mais em: Diretoria do Corinthians, Fiel Torcedor, Neo Química Arena e Ingressos.

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