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De olho no Mundial
Meia do Corinthians revela expectativa para o Mundial e critica regulamento da Libertadores
Por Marcele Dias e Maria Beatriz de Teves
Neste sábado, o Corinthians venceu a Libertadores Feminina pela sexta vez em sua história. Após empatar sem gols com o Deportivo Cali, da Colômbia, o Timão conquistou o título através das cobranças de pênalti. Gabi Zanotti, artilheira do campeonato falou sobre o torneio e suas expectativas para as próximas competições das Brabas.
"Muito feliz com esse momento que eu estou vivendo na minha carreira. Poderia ter sido menos sofrida. Como eu falei desde o início, o meu principal objetivo nessa competição era ser campeã e conquistar a vaga no Mundial de Clubes. Eu me cobro muito, cobro muito do grupo. E a primeira coisa, ali, quando terminou o jogo, eu falei: cara, a gente precisa jogar mais, a gente precisa entregar mais pela qualidade que nós temos no elenco, a gente precisa precisa melhorar", falou Zanotti após a decisão.
Apesar de ter conquistado o título da Libertadores, a capitã corinthiana já pensa nas próximas competições. Além do Paulista, que continuará após o fim do torneio continental, a Braba mira também o primeiro Mundial de Clubes Feminino , que ocorrerá apenas em janeiro de 2026.
"E agora, já pensando no Mundial de Clubes, analisar as equipes. Acho que vai ser um confronto, assim, muito interessante. E bora! Vamos com tudo! Agora a gente tem o Paulistão. Descansar um pouquinho, tem Paulistão e depois fazer nossa preparação para o Mundial", concluiu.
Porém, para disputar o Mundial pelo Corinthians, Zanotti precisará renovar o seu contrato. Isso porque seu atual contrato vai até dezembro de 2025. Embora já esteja animada com a possibilidade de estar no torneio mundial, a meia não confirmou a renovação, mas deu a prolongação ainda pode acontecer.
"Ah, então meu contrato termina agora, né? Em dezembro. Foi tudo tão corrido nesses últimos meses. Aí, eu realmente me entrego, assim, muito para tudo. Aqui na Libertadores foi uma imersão. É muito desgastante você jogar 6 jogos em 16 dias. É uma competição que te consome mentalmente. Você ficar concentrada, lógico que tem uma tarde de folga, mas é diferente você estar no seu dia a dia, na rotina do Brasil", afirmou a atleta.
"Então, é válido até pensar para as próximas edições, pensar em um formato diferente. Quando chega no mata-mata, joga um dia e volta, até para também chamar mais o público, porque é uma competição muito especial. E, como eu falei, humanamente é impossível você chegar e conseguir performar, entregar a sua parte física. A gente poderia ter jogado muito melhor e vamos pensar na frente agora. Vamos comemorar esse momento e descansar. Porque esse grupo merece", concluiu Zanotti.
Ela aproveitou o espaço para tecer críticas ao formato da competição. E, apesar de insatisfeita com o regulamento da Libertadores, a atleta disse ter enxergado essa edição do campeonato com um carinho diferente.
"Ah, com certeza, essa é a competição mais importante. A Libertadores mais importante da história do Corinthians, do futebol feminino. Foi algo que nós colocamos lá no quadrinho como nossa missão lá em 2018, que era levar o nome do Corinthians a ser reconhecido mundialmente, não só na América do Sul. E agora a gente vai ter essa oportunidade. Estamos muito felizes", finalizou.
Após a final da Libertadores, o Corinthians terá duas semanas de descanso antes do seu próximo compromisso. O time voltará aos gramados apenas no dia 1 de novembro contra o São Paulo. O Majestoso será disputado na Fazendinha e é válido pelo Campeonato Paulista.




