Técnico do Sub-20 destaca mudanças em início de trabalho no Corinthians
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Por Meu Timão
William Batista é o técnico do Corinthians Sub-20
Rodrigo Gazzanel / Ag.Corinthians
Coom pouco mais de três meses no cargo de técnico do Sub-20 do Corinthians, William Batista já conviveu com diversas situações. O técnico alvinegro chegou ao clube em um momento delicado e busca retomar o bom momento da categoria no próximo ano.
Antes de detalhar o processo de reconstrução do Sub-20, William lembra que sua chegada ao clube aconteceu em meio a um ambiente desafiador, marcado por resultados abaixo do esperado e por um elenco em desequilíbrio de idade e maturidade competitiva. O profissional destacou que era preciso reorganizar a base emocional e técnica do grupo, que vinha de uma eliminação no Brasileiro e uma série de maus resultados no Paulista.
“Cheguei ao Corinthians em um cenário de resultados ruins, algo comum na minha carreira, quando saia treinador por demissão ou seleção. O Sub-20 estava com um elenco muito jovem, com muitos atletas de 18 anos enfrentando equipes formadas por jogadores no último ano da categoria. Essa diferença física e emocional pesa muito. Nosso trabalho foi reconstruir a confiança, equilibrar o elenco e criar uma transição saudável entre gerações. Hoje conseguimos usar mais jogadores que estavam sem espaço, e os mais experientes têm ajudado os mais novos”, iniciou William ao programa Virando o Jogo.
Ao falar sobre metodologia, William destacou que o desenvolvimento de atletas exige mais do que discurso e requer compreender a individualidade de cada jogador. O comandante explicou que o trabalho cotidiano passa por identificar talentos, respeitar características e criar caminhos para que cada um renda no seu máximo.
“Muita gente fala em desenvolver o atleta, mas poucos conseguem realmente deixar o ego de lado. Para potencializar um jogador, preciso me desprender de rótulos. Cada atleta tem características próprias: alguns são técnicos e não tão fortes, outros são físicos e menos criativos. Meu papel é criar mecanismos para que cada um use seu melhor. Não posso exigir de um meia criativo que faça ações que não são da sua natureza. Preciso colocá-lo nas situações em que ele possa decidir o jogo", explicou.
Sobre a promoção de atletas ao profissional, William afirmou que o clube vive um momento singular, no qual vários jovens têm assumido protagonismo. O profissional reforçou que o potencial das categorias de base do Corinthians é contínuo e que o desafio é ampliar o número de atletas prontos para dar o salto ao time principal, como aconteceu nesta temporada.
“O Corinthians transformou um momento complicado em algo muito positivo, com vários jovens se firmando no profissional: Gui Negão, Breno Bidon, Dieguinho, Tchoca. O clube sempre terá talento — do Sub-8 ao Sub-20", comentou.
"Minha função é fazer com que, em vez de dois ou três subirem, possamos formar cinco ou seis, gerando retorno técnico e financeiro. Há muitos jogadores prontos para evoluir e próximos de dar esse salto. O Thomas (Lisboa) está treinando com o time de cima. Tem jogador do Sub-17 que vai aparecer lá”, afirmou.
Por fim, o comandante falou sobre o meia-atacante Gui Amorim, principal destaque da temporada do Corinthians nas categorias de base. Apesar de não ter trabalhado com o jogador que era integrado ao Sub-17 e agora está treinando com o profissional, William ressaltou que deseja trabalhar na maturação do jogador que pode fazer parte do Sub-20 em 2026.
“Todo jogador jovem precisa manter a paixão pelo futebol. O talento te leva até certo ponto; o compromisso te mantém lá. O Amorim é extremamente talentoso — tem último passe, faz gol, decide. Nosso trabalho é garantir que ele continue amando o jogo, porque quanto mais ele estiver conectado ao futebol, mais vai render”, completou.
William Batista chegou ao Corinthians no mês de julho após a saída de Orlando Ribeiro do comando técnico da equipe Sub-20, que teve o seu ápice negativo na derrota por 4 a 1 para o Botafogo-SP no Paulista. O novo comandante fez sua estreia na vitória por 3 a 2 sobre o Jabaquara, com dois jogadores a menos, e soma três triunfos, um empate e uma derrota pelo Timãozinho. O revés aconteceu justamente para o Santos, que foi campeão do estadual da categoria.
