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'Segunda pele'
Compositor exalta amor pelo Corinthians e define música como ponte com a Fiel
Por Meu Timão
A história do Corinthians também se escreve em versos, refrões e melodias que atravessam gerações, ajudando a construir a identidade popular do clube e a fortalecer o elo com a Fiel. Nesse universo em que futebol e música caminham juntos, Faeti Ramos surge como uma das vozes mais simbólicas desse sentimento.
Cantor, compositor e instrumentista, ele transformou o amor pelo Timão em arte, criando canções que ecoam nas arquibancadas e no cotidiano do torcedor. Obras como “Eu Nasci Corinthiano” e “Epitáfio Corinthiano” traduzem em música a paixão, a memória e a alma corinthiana.
O artista relembrou que a relação com a música e com o clube nasceu ainda na infância. Desde muito cedo, o violão já fazia parte de sua rotina, assim como o Corinthians, paixão que ele sequer consegue lembrar quando começou. A composição de “Eu Nasci Corinthiano”, segundo Faeti, surgiu de forma genuína, sem qualquer preocupação com sucesso comercial, mas como uma homenagem sincera ao clube que define como sua “segunda pele”.
"O amor pela música vem desde os oito anos, quando pegava o violão e ficava brincando. Eu nasci corinthiano. Não lembro de um tempo que não era torcedor do clube. Nós produzimos o 'Eu Nasci Corinthiano'. Sou sincero, não fiz a música pensando em sucesso e dinheiro, porque queria homenagear o meu time de coração, minha segunda pele. E foi aí que nasceu a música", iniciou em entrevista à Corinthians TV.
Mesmo em contextos delicados, Ramos destaca a força simbólica que a música corinthiana carrega. Ele relata emoção ao perceber como suas canções acompanham a vida dos torcedores nos momentos mais intensos, inclusive em situações de despedida e luto. Para o compositor, isso reforça o caráter artístico e emocional das obras, que ultrapassam o entretenimento e passam a fazer parte da memória afetiva da torcida.
"Me entristece, assim, quando fala de morte. Já me mandaram um vídeo do pessoal da bateria dos Gaviões acompanhando um funeral e tocando uma música minha. É muito louco", disse.
No último dia 15 de dezembro, Faeti Ramos lançou oficialmente o samba “As Brabas do Coringão” , uma homenagem ao Corinthians Feminino, referência absoluta da modalidade no país. A canção é uma releitura do primeiro hino da história do clube, de 1930, e leva a assinatura do artista ao lado de Raul Corrêa da Silva, ex-diretor cultural do Corinthians e parceiro frequente do artista em projetos ligados ao Timão.
Sobre o projeto, Ramos revelou que recebeu o convite com forte carga emocional. Ele destacou a responsabilidade de reinterpretar uma obra histórica do clube e contou que buscou reunir músicos corinthianos para dar ainda mais identidade ao trabalho. O momento de gravar a voz, segundo ele, foi especialmente marcante, simbolizando a união entre música, memória e pertencimento.
"Fiquei muito emocionado com o convite do doutor Raul Corrêa e do senhor Rafael Castilho para que eu fizesse a releitura dessa obra. Tentei levar músicos corinthianos e fiquei muito emocionado na hora de colocar a voz", finalizou.
A releitura de “As Brabas do Coringão” já foi exibida na Neo Química Arena antes de partidas neste final de temporada e emocionou torcedores presentes no estádio. A música está disponível no Spotify e reforça, mais uma vez, a capacidade de Faeti de traduzir em canção a essência do Corinthians dentro e fora de campo - clique aqui para escutar .





