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Mudança
Corinthians decide substituir administradora da Arena em meio a megaoperação policial
Por Meu Timão
Nesta sexta-feira, o Corinthians informou que iniciou, ainda em agosto de 2025, as tratativas para substituir a REAG/Arandu Investimentos na administração do fundo da Neo Química Arena, após a deflagração da Operação Carbono Oculto e antes mesmo da liquidação da empresa anunciada pelo Banco Central.
Segundo o clube, o processo foi conduzido em conjunto com a Caixa Econômica Federal, passou por etapas de compliance e diligência, e já teve os novos nomes analisados pela instituição financeira. Restam agora a formalização da troca e a posterior aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O Corinthians não divulgou o nome da provável substituta — confira a nota abaixo.
Em agosto de 2025, vale lembrar, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), com apoio da Receita Federal do Brasil e da Polícia Federal, deflagrou a Operação Carbono Oculto, que passou a ter como um de seus alvos a REAG/Arandu Investimentos, empresa responsável pela administração do Fundo Arena, do qual o Corinthians é o único cotista.
Desde então, a gestora passou a ser investigada por suposta participação em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado ao PCC no setor de combustíveis, com estimativa de movimentação superior a R$ 52 bilhões, incluindo o uso de fundos de investimento para ocultação de patrimônio. A apuração envolvendo o Banco Master também faz parte desse conjunto de investigações.
A REAG/Arandu foi incluída na estrutura de administração da Neo Química Arena durante a renegociação do financiamento com a Caixa Econômica Federal, firmada em 2022, ainda na gestão de Duilio Monteiro Alves, período em que não havia qualquer investigação contra a empresa.
Recentemente, após a repercussão da divulgação dos detalhes do contrato de refinanciamento do estádio entre o Corinthians e a Caixa , o MP-SP enviou um ofício à Polícia Federal solicitando a apuração de possíveis irregularidades envolvendo a administração da Arena por parte da REAG/Arandu Investimentos .
Na última quinta-feira, o Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial da empresa. A medida foi motivada por graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN). O Banco Central informou que continuará adotando todas as medidas cabíveis para apurar responsabilidades, o que pode resultar em sanções administrativas e comunicações aos líderes da empresa. Conforme previsto em lei, os bens dos controladores e ex-administradores da instituição foram tornados indisponíveis.
Os desdobramentos da Operação Carbono Oculto também ultrapassaram as questões diretamente ligadas ao estádio. O Corinthians iniciou o distrato de contratos de licenciamento com três postos de combustíveis localizados na Zona Leste de São Paulo após os proprietários desses estabelecimentos entrarem na mira da investigação , conforme informou o Meu Timão.
Agora, com a conclusão da fase de análise por parte da Caixa Econômica Federal, o Corinthians deve formalizar junto à REAG o pedido de transferência da administração para o novo gestor administrativo, bem como para o novo gestor dos fundos operacionais, dando sequência ao processo de substituição da empresa.
Confira a nota do clube
O Sport Club Corinthians Paulista esclarece que, em meados de agosto de 2025, após a deflagração da Operação Carbono Oculto e a consequente reavaliação dos riscos regulatórios relacionados à atuação da administradora REAG, iniciou, antes da decretação da liquidação posteriormente anunciada pelo Banco Central, as tratativas para a substituição da administradora e da gestora do fundo, em conjunto com a Caixa Econômica Federal.
Comprometida com as melhores práticas de governança, a Diretoria Executiva do Corinthians, em alinhamento com os responsáveis pela administração da Neo Química Arena, conduziu um processo rigoroso de compliance e diligência. Concluída essa etapa, o Clube oficializou à Caixa Econômica Federal a indicação dos potenciais novos administradores e gestores, para análise e avaliação técnica, condição necessária para eventual anuência à substituição.
Recentemente, a Caixa Econômica Federal concluiu a análise dos nomes apresentados pelo Clube. Com a finalização dessa fase, o Sport Club Corinthians Paulista formalizará junto à REAG a solicitação de transferência da administração para o novo gestor administrativo, bem como para o novo gestor dos fundos operacionais.
Efetivada a transferência e após a necessária aprovação da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), os trâmites regulatórios serão integralmente concluídos.
O Sport Club Corinthians Paulista encara mais esta etapa convicto de que cumpriu todos os ritos exigidos, preservando o compliance, a boa governança e os melhores interesses institucionais do Clube e da Neo Química Arena.





