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Corinthians avança em conversas com a Caixa e estabelece prazo para naming rights da Arena

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Por Matheus Fiuza e Luis Fabiani

Corinthians estuda a possibilidade de novo acordo com a Caixa para abatimento da dívida

Jhony Inácio/Meu Timão

O Corinthians voltou a se reunir com a Caixa Econômica Federal para negociar os naming rights da Neo Química Arena. Segundo soube o Meu Timão, houve avanço positivo nas tratativas, em reunião na última quinta-feira, para mudança do acordo.

A expectativa da diretoria corinthiana, liderada por Osmar Stabile, é de que o clube bata o martelo em até três meses. O Corinthians já havia contratado uma empresa para fazer o valuation do local, isto é, avaliar se a quantia atualmente recebida está alinhada com o potencial de arrecadação do ativo no mercado.

A Caixa também passou pelo mesmo processo, mas viu o primeiro prazo expirar em meio ao processo de licitação. No último encontro, em março, o banco estatal ainda não possuía uma empresa encarregada para o serviço, cenário oposto ao da reunião da última semana. Os valores não foram revelados.

A estratégia do Corinthians com a negociação tem como principal objetivo encontrar uma solução definitiva para o pagamento da dívida contraída com a própria Caixa pela construção do estádio. Atualmente, o clube mantém um débito de cerca de R$ 660 milhões com o banco estatal.

Outro ponto que pode facilitar a concretização das negociações é a redução da multa rescisória do contrato atual. Em agosto de 2025, foi definido que a penalidade pela rescisão antecipada do acordo com a Hypera Pharma, detentora da marca Neo Química, cairia gradualmente, chegando a um valor em torno de R$ 50 milhões.

O acordo atual entre Corinthians e Hypera Pharma, firmado em setembro de 2020, prevê o pagamento de R$ 300 milhões ao Corinthians, divididos em 20 parcelas anuais de R$ 15 milhões. Porém, com a correção monetária, que usa o IGP-M como índice, o valor da parcela anual está atualmente em cerca de R$ 21 milhões. Nos bastidores, considerava-se um novo acordo sendo três vezes maior que o atual, além de duração de dez anos.

O Timão, vale lembrar, já pagou a primeira parcela trimestral de 2026, avaliada em R$ 28 milhões, como parte dos cerca de R$ 115 milhões que o clube deverá desembolsar em 2026 para cumprir o acordo de refinanciamento, firmado em 2022. Além disso, a Neo Química Arena está sob nova administradora, com a Asarock Asset Management e a Genial Investimentos CTVM substituindo a REAG/Arandu Investimentos, que foi alvo de operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), em parceria com a Receita Federal e com apoio da Polícia Federal, após a deflagração da Operação Carbono Oculto.

Veja mais em: Neo Química Arena, Naming Rights e Diretoria do Corinthians.

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