Marcelo Floripa
Se alguém chama o Oscar Schmidt de 'mão santa' ele rebate na hora: 'Mão santa que nada... Mão treinada' - Somente muito treino e repetição pode te elevar a um outro nível profissional.
Outro exemplo que lembro do basquete é o do Ray Allen. Temporada 12-13 e ele já muito experiente e em fim de carreira... Participando de sua última final. O pessoal da ESPN Brasil foi fazer a cobertura in loco da final e durante o dia eles faziam a entrada ao vivo nos programas, direto do ginásio. Eles comentaram e mostraram o Ray Allen treinando no ginásio, no dia do jogo, enquanto todo mundo estava no hotel.
Naquele mesmo dia, a noite, durante o jogo 6 da final, Ray Allen fez a cesta de 3 que mudou a série e trouxe o título para o Miami.
Para citar o futebol, tem um texto famoso do Messi nas lojas da Adidas. Ele conta todos os seus sacrifícios, treinos e todo sua jornada até virar profissional... E ele finaliza dizendo que levou 17 anos para virar um fenômeno 'do dia pra noite'
em Off topic > Futebol: O que um egípcio pode ensinar aos brasileiros
Em resposta ao tópico:
Fim de semana sem futebol, correndo os canais para assistir algo 'requentado' quando assisti na ESPN um especial do Mo Salah, o atacante egípcio do Liverpool. Nada menos que Gary Lineker, artilheiro inglês da Copa de 86 era o entrevistador. A carreira de Salah como futebolista é parecida com a de muitos outros jogadores mas um fato me chamou a atenção: Salah teve uma experiencia ruim no Chelsea quando veio contratado do pequeno Basel. A sua avaliação na Inglaterra é que não concluía bem e fazia poucos gols. Foi transferido para a Itália e procurou uma casa com um campinho de futebol onde instalou uma trave e treinava chutes a gols usando aquela lona que cobre o gol e deixa os quadrados abertos, 3 embaixo e 3 em cima para melhorar a sua precisão. Após muito treinamento individual Salah começou a fazer gols na Roma e foi transferido ao Liverpool onde nunca abandonou esses treinamentos por conta própria. Tudo isso para perguntar a vocês, o que é que os nossos jogadores fazem após os treinamentos ou nos seus horários longe do clube? O treino a exaustão leva a precisão mas a verdade é que aqui quando jogam o arroz com feijão, ganham salários milionários e se acomodam. Lá se não fizerem algo mais, com somente 2 horas de treinos obrigatórias diárias, não vingam. Triste realidade do futebol brasileiro e especialmente dos jogadores do Timão que perdem gols incríveis não por falta de habilidade mas por falta de precisão. Precisão é treino!








