Escrevente Corinthiano
Lembro claramente uma sexta feira cedo chegando no serviço e já lançando a resenha com um amigo burgrino roxo, ele olhou bem pra mim (sem qualquer expressão de ironia) e lançou ele é pouco técnico para o Corinthians, tratei de imediatamente retrucar, não! Ele apresentou um excelente trabalho no athletico superou a pressão em diversos jogos e com um elenco mediano conquistou 2 títulos importantes, e novamente ele rebateu “Ibrah” (meu apelido) uma coisa é você treinar o Athletico, o que ele vai sofrer se cair em uma quartas, que seja, uma oitavas com o athletico?, se ele perder 2 jogos com o Corinthians a pressão já aparece, e não é pouca.
Continuamos trocando uma ideia e no final estava com minha opinião consolidada, Tiago era o melhor nome para o Corinthians.
Depois dos primeiros jogos oficiais(paulista) o time começou a ganhar corpo, estava se encaixando, mesmo empatando com o Mirassol e perdendo pra ponte, a sensação da maioria dos corintianos era de que em questão de tempo o time ia estar voando(foi o que aparentou pra mim), pois bem a queda precoce da Libertadores foi esquecida tão rápido devido ao futebol apresentado com um modelo de jogo mais ofensivo, de marcação alta, toques rápidos, e uma entrega visível dos jogadores.
De repente o cenário começou a se transformar depois daquele empate contra o São Paulo(fomos melhor nesse jogo) e a derrota para o água Santa, percebi que Tiago começou a se perder, parecia que ele não tinha mais convicções de seu próprio estilo, se viu sozinho em meio a um elenco de medalhões, os quais possuíam maior influência que ele, terminou antes da paralisação na degola, para os que sempre o apoiaram a partir daí começaram ao menos refletir, será?
Surpreendentemente, o time retornou após a paralisação com mais gana, como se os jogadores dessem uma segunda chance a TN(como se eles tivessem esse poder, será que tinham? ), o futebol apresentado não era dos mais cativos, porém já se tornara agradável novamente, o time chega a uma final inesperada, e infelizmente(em um dos clássicos mais horrendos que assisti na minha vida)deixa escapar o inédito tetra, a chance de Tiago ganhar uma confiança se esvai, resta em sua passagem uma eliminação precoce na liberta, e um vice campeonato “dado” pelo maior rival.
Novamente o pesadelo vem à tona, Tiago vê sua equipe perdida taticamente e fisicamente, e parece já não possuir forças para reinventar, parece estar entregue a sorte de algum jogador resolver o jogo, o time não possuía consistência defensiva sequer criará lá na frente, os jogadores pareciam entregues em 90% do tempo, e ele rematava manter o SEU estilo de jogo, ele não cedeu, não se adaptou as peças que tinha em suas mãos.
Talvez o bugrino tivesse razão, ele não suportou a pressão ele se perdeu em sua próprias convicções, ele sucumbiu em uma praia na qual ninguém o apoiará.
Afinal o Corinthians foi grande demais para Tiago?
Ou o Tiago foi pequeno demais para o Corinthians?
É como se ele estivesse em uma praia linda e maravilhosa, porém deserta!