Zeca Bordoada
Bela análise sobre o Jô. Mas pra mim, não da pra jogar com ele desde o começo. Futebol de hoje não aceita mais 'postes' parados lá frente esperando uma bola alçada ou um rebote. Ele tem que render mais para o time. Hoje, ele seria uma ótima opção para o segundo tempo, se tiver ganhando, pra segurar a bola no ataque, quem sabe mais um gol e, se tiver perdendo ou precisando fazer um gol pra ganhar, aí sim, ótima opção pras bolas alçadas na área
em Bate-Papo da Torcida > Antigo Jô x Atual Jô
Em resposta ao tópico:
Pessoal, preciso dar o braço a torcer.
Ontem mesmo tinha criado um tópico reclamando do Jô por causa da inoperância e dos erros de passe.
Parei pra analisar e entendi que o Jô de 2017, aquele atacante habilidoso, veloz, que apesar da estatura ganhava na corrida dos zagueiros, não existe mais. Hoje ele está quatro anos mais velho e perdeu a mobilidade que tinha antes.
Jô mudou o estilo e hoje é aquele centroavante mais fixo que toca poucas vezes na bola, joga mais dentro da área e está lá pra guardar quando as oportunidades surgirem, estilo Fred.
Se olharmos sob essa ótica, vamos perceber que a nossa irritação com ele tem origem na expectativa de vermos o mesmo Jô de antes. Se entendermos isso, vamos nos dar conta que na verdade temos um dos centroavantes com mais recurso técnico no Brasil.
Podem reparar que a maioria dos gols que fez no campeonato foram jogando assim. Lembrem dos gols contra Inter, Chapecoense e ontem contra o Grêmio. E ainda uma vez ou outra vai buscar o jogo fora da área pra tentar alguma jogada, como no terceiro gol contra o Ceará e na falta que originou o gol contra o Grêmio. Além disso, sabe fazer o pivô como fez no quase gol do Renato Augusto.
É isso, o Jô atual não é o Jô de antes. Não sei se melhor ou pior, mas um atacante de características diferentes.
