Nery
Só tem uma solução, o estagiário sair
em Bate-Papo da Torcida > Os defeitos que o bom jogo contra o Santos acaba escondendo!
Em resposta ao tópico:
Fala galera do Meu Timão, tudo certo?
Rapaziada, do mesmo jeito que eu não me revoltei com o jogo contra o Flamengo, não me empolguei com este contra o Santos.
O motivo é simples. Os problemas do time continuam lá.
O principal deles é a transição ofensiva. Quando o time recupera a bola os jogadores deveriam saber exatamente o que fazer. Como se movimentar e para onde passar a pelota.
Se roubam a bola no campo de ataque, façam X. Se roubam a bola no campo de defesa, façam Y.
Futebol profissional não pode ser jogado como uma pelada, onde você recebe a bola, olha, pensa e então escolhe o que parece ser a jogada correta para realizar.
É preciso ter gatilhos mentais. Tocar sem pensar, sem olhar. Sabendo que seu companheiro estará naquele local ou fará determinado movimento.
Este é o grande defeito do Sylvinho. Parece que tal fundamento não é treinado. Parece que o time como unidade, não tem um plano pré-definido, para tal situação.
O jogador corintiano, quando recebe a bola, parece uma barata tonta. Enquanto os companheiros não sabem se infiltram ou aproximam. Se vão receber a bola no pé ou no espaço.
Por isto o time oscila tanto.
O bom desempenho do Timão depende de dois fatores determinantes.
O primeiro é que os jogadores estejam inspirados, em um dia onde tudo corre bem. Assim, o Du Queiroz resolve quebrar o esquema do treinador para receber a bola em profundidade. O GP acerta um passe onde quase nunca tem alguém ali. E o Jô faz um pivô como a tempos não se via.
Já o segundo, está diretamente ligado ao adversário. No começo do jogo contra o Santos o comentarista disse: 'É mais um jogo do peixe onde o time tenta pressionar mas não recupera a bola'. E realmente foi assim. Um pressão desorganizada, muito mal feita. O que deu a liberdade para o Corinthians tocar a bola a vontade.
Toda vez que o adversário não marque pressão o Timão conseguirá dominar a partida. O problema é quando enfrentamos times organizados, que conseguem efetivamente roubar a bola com a marcação alta. É o caso do Flamengo. O time carioca não deixou a gente respirar, toda vez que recuperávamos a bola entregamos facilmente à eles. Isso não aconteceu só neste jogo. Mas também contra o Atlético-GO, Juventude, dentre outros times menores, mas mais organizados.
Renato, Giuliano, Cantillo, são jogadores que tiram coelhos da cartola. Mas um time deve jogar como unidade, e não se apoiar em individualidades.
É preciso que o treinador defina qual tipo de transição pretende utilizar e treine. Treine exaustivamente. Caso contrário vai ser difícil bater de frente com os adversário nos grandes jogos.