Alexandre Silva
Mais um baita tópico Flávia, parabéns!
45 anos de uma conquista emblemática, talvez possa não significar muito para as novas gerações de corintianos, eu mesmo era muito criança em 1977, mas fico imaginando o sofrimento daquele torcedor corintiano, ano após ano, com a falta de títulos importantes.
Por isso o campeonato paulista (que naquela época era tão ou mais importante que o brasileiro) de 1977 foi - e ainda é - muito comemorado. Foi uma espécie de libertação para aquela geração de torcedores (a mesma que invadiu o Maracanã um ano antes) que não só não abandonou o time mas ainda foi responsável por fazer a torcida corintiana crescer, transmitindo seu amor pelo Timão aos mais jovens.
Não é à toa que a torcida corintiana possui o honroso apelido de FIEL.
em Bate-Papo da Torcida > A quebra do jejum - 1977
Em resposta ao tópico:
13 de Outubro, 1977
Nosso Corinthians em 77, sofria com um jejum de títulos de praticamente 23 anos! Foram 22 anos, oito meses e seis dias, sem comemorar, sem soltar a voz e dizer que éramos campeões. Se fosse nos dias de hoje, hein?!
Esse grito estava preso, escondido, não só na garganta, mas, na alma e no coração de todo corinthiano.
Em 1977, para tentar levar o time ao título, Vicente Matheus, foi atrás e trouxe o técnico Oswaldo Brandão de volta, achando que ele nos 'libertaria' do sofrimento e uma vez mais ele aceitou o desafio de treinar o Corinthians.
Algumas reportagens da época dizem que, após perdermos um jogo para o Guarani por 1x0, todos achavam que essa derrota impediria a conquista do título de 77. Alguns jogadores daquele time campeão, contam que, o técnico Brandão se trancou com eles no vestiário e não deixou mais ninguém entrar, nem mesmo o presidente. Ele olhou para cada jogador e disse: 'Agora, só de depende de vocês. Agora é com vocês.'
Depois disso o time ganhou todos os jogos restantes, inclusive a final contra a Ponte Preta. Eles quiseram vencer, lutaram em campo por isso. Foi com sangue nos olhos, na alma e na raça!
O nosso pé de anjo (O Basílio na época era chamado assim...) foi o escolhido, pelo destino, ou por Deus, quem sabe, não é?
Na verdade, isso pouco importa, o importante mesmo, foi o grito, os abraços, as orações e promessas, foi o choro, cada joelho dobrado, foi cada lágrima derramada, de alegria, de alívio, de liberdade!
36' do 2° GOOOOOOOOOL!
Falta na ponta direita, Zé Maria cobra, Basílio desvia a bola de cabeça, Vaguinho chuta no travessão, na sobra, Wladimir cabeceia e Oscar salva sobre a linha e finalmente a bola sobra para Basílio que chuta para marcar o gol da raça corintiana.
Era o gol do coração, do escolhido, foi o gol da libertação de um sofrimento.
Ufaaaaa! Foi o gol do alívio da alma de uma nação!
Pode comemorar, fiel!
É CAMPEÃO!
E lá se vão 45 anos...
Vai, Corinthians! (:

