Rodrigo Araujo
Aqui nesse fórum tem que desenhar e depois explicar o desenho
A New FIEL não é a FIEL que critica, a new FIEL é essa parte fracassada da nossa torcida que se contenta com pouco, com futebol ridículo e posições ruins no brasileiro
em Bate-Papo da Torcida > Existe uma grande diferença entre 'jogar feio' e 'jogar mal'
Em resposta ao tópico:
O termo 'jogar feio' se tornou popular por uma equipe atuar de forma defensiva, marcação atrás, de dar a bola para o adversário e apostar nos contra-ataques.
Porém, dentro desse 'jogar feio', pode-se jogar bem. Ter uma boa marcação, sistema de defesa bem posicionado, sem dar espaços para o oponente, dando bote, mordendo no tempo certeiro, com compactação e recomposição precisas, e saindo de forma eficiente e vertical nos contra-ataques.
O que não é o caso do Corinthians atual.
É um time que se encolhe, mas mesmo assim, todo recuado, ainda dá muita brecha para o rival, tanto é que levamos 15,20,25 finalizações por jogo. Marca muito mal, falhas grosseiras de posicionamento, linhas esburacadas, distantes, sem nenhum sincronismo, nem encaixe, e o contra-ataque é um balão para frente e vê no que dá, sem nenhum plano de jogo ofensivo, uma saída de bola minimamente coordenada.
O Corinthians de 2012/2012 do Tite e o de 2017 do Carille foram taxados pela mídia de 'jogo feio', mas ali tinha muita organização, disciplina, aplicação, estratégia, ideias de jogo. Eram visivelmente bem treinados, com um coletivo muito estruturado e montado.
Já o de hoje não passa de uma completa bagunça tática em campo, um catado, um bando largado e solto, uma zona.
"Mas estamos na semifinal da Copa do Brasil."
Quase fomos campeões com o Jair Ventura de técnico. O Palmeiras levantou a taça da Copa do Brasil de 2012, e caiu para a Série B naquele mesmo ano.
Um torneio diferente, de tiro curto, não à toa Paulista de Jundiaí, Santo André e outras equipes minúsculas já ganharam ou foram longe.
Estamos somente dois pontos acima da zona de rebaixamento do Brasileirão. Adversários mais fracos e que brigam diretamente conosco embaixo na tabela estão subindo, apresentando futebol melhor e/ou se reforçando, casos de Cuiabá, Coritiba, entre outros.
Nosso desempenho é péssimo, o conjunto é medonho, não temos absolutamente nada taticamente, de repertório, mas graças aos talentos individuais como Cássio salvando várias vezes nos pênaltis, Guedes anotando gols, Renato Augusto tirando lances geniais da cartola, o terrível futebol que estamos jogando vai sendo ofuscado.
Se for campeão da Copa do Brasil, Sul-Americana, subir muito na tabela do Brasileirão mesmo com tamanha desordem e na base da técnica de alguns jogadores, menos mal.
As perguntas que ficam são: até quando vão contar com o individual? E se eles se machucarem, tiverem um dia abaixo, forem bem marcados? Não seria muito melhor unir esse talento com alguém que traga um padrão, organize, cresça a equipe também coletivamente?
Por enquanto, pelo menos na Copa do Brasil, que como citei acima, não é parâmetro, vai levando, mas já caiu da Libertadores de forma vergonhosa e no momento luta para não ser rebaixado no Campeonato Brasileiro.
Veremos até onde vai o caos coletivo sendo arrastado pelo talento individual.


