W. Loko
Primeiramente parabéns pelo tópico.
Segundo, obrigado por me trazer esta informação desconhecida por mim.
Terceiro, ótima explicação pra explicar a acomodação dos veteranos por não terem mais ambições e jogando apenas por salários e egos, sendo assim, se tornando laranjas podres no meio dos jovens que, por sua vez, sucumbe a preguiça pq seus exemplos (jogadores veteranos, demonstram fraquezas).
Abraço!
em Bate-Papo da Torcida > Banzo
Em resposta ao tópico:
Banzo era um estado de depressão psicológica que atingia os escravos trazidos de suas terras, uma nostalgia profunda que levava até a morte.
Observando nossos jogadores hoje, principalmente aqueles de nosso time, observamos uma letargia, como se jogassem por jogar, como se estivessem deprimidos, sem nenhuma vontade de dar um pouco mais de si.
Quiçá uma depressão por estarem sentindo-se escravos da função, função está que já lhe garantiu em poucos anos uma situação financeira que lhes permitirá a eles e suas famílias, anos sem percalços financeiros, principalmente para aqueles que souberam investir em suas vidas pós término da carreira.
Por isso eles têm este estado psicológico de nostalgia, de um tempo em que se esforçavam mais, tempos de conquistas, de jogar com grandes e renomadas estrelas, apenas isso, banzo. E este sentimento está lavando-os a morte psicológica e futebolística, já não precisam mais se matar para uma disputa de bola, já tem futuro garantido, para que se machucar e ficar meses se tratando. Pior é que este sentimento acaba contaminando os mais jovens, por acharem que já são craques, acabam deixando de aprender mais, desenvolver-se e, quem sabe, partir para um grande clube na Europa, afinal de contas é melhor ganhar 20 euros do que 100 reais e jogar menos, estes 20 euros seriam os mesmos 100 reais, mas com menos esforço.
Pois esta é a conclusão que chego, estão com banzo, vontade de serem livres em definitivo, poderem finalmente gozar daquilo que conquistaram em suas vidas.
Futuramente alguns irão ser comentaristas esportivos e desfilar suas opiniões, certas ou não por um salário menor, mas que ainda lhes dará condições de participar de jogos comemorativos ou catar níqueis com outros companheiros por cidades do interior.
Esta é uma doença que parece não ter fronteiras, haja vista o que acontece com outros atletas de outros clubes. Quem não se lembra do Adriano, considerado Imperador, tinha um grande futuro pela frente, mas preferiu usufruir do que tinha voltando a conviver nos lugares de sua infância, o Luan, jogador considerado Rei da América, tornou-se um jogador sem fibra e sem futuro.
São casos e casos, mas devemos entender que não existe amor a um clube ou camisa, não existe amor ao próprio escudo da pátria na qual nasceram, existe amor sim, mas apenas ao polpudo salário que ganham, embora não mereçam.


