Post de Luiz no fórum "Bate-Papo da Torcida" do Meu Timão
Luiz Coutinho
No acordo do Rival o mesmo tem rendimento todas as vezes que é obrigado jogar fora além de ficar 100% da bilheteria. Ao fim de 2044 terá todo seu estádio só para si com a expertise do mercado para eventos além dos esportivos.
Nós conseguimos sair de uma negociação com redução de juros por causa da copa, para uma com juros real e agora para a venda de 49% da arena aonde comprometerá parte da bilheteria que deveria no futuro ser usada para reforçar o time, ampliar a arena, entre outras coisas.
Eu sei que os defensores da SAF são a favor, mas se o Corinthians fosse uma empresa eu meio que até entenderia pois o lucro da operação não ficaria para o clube em hipótese alguma. Se vai para o dono ou para a bolsa de valores, pouco importaria. Porém ainda somos uma sociedade sem fins lucrativos (ou deveríamos ser pelo menos) e vejo isso como uma retirada da futura renda do clube com a arena.
Além disso, como irão relatar outros, ao tentar recomprar as cotas no futuro o Corinthians pode acabar gastando mais do que tivesse seguido com o financiamento. Não é certo que conseguiria arcar com o valor das cotas reajustados.
Essa negociação é tão temerária quanto a da Liga que quer vender até 20% das cotas de direitos de transmissão por 50 anos por um valor de 10 anos de renda que as mesmas cotas rendem hoje.
Acredito que há outros meios de rentabilizar o Corinthians sem perder verba e ainda ajudar a reforçar o elenco. Exemplos: Venda dos Naming Rights do Parque São Jorge, da Fazendinha, do Ginásio ou mesmo do CT do masculino e base. Criar um fundo em investimentos no futebol, atrelando os direitos de jogadores comprados com o dinheiro do fundo tanto para o profissional como para a base; melhor negociação de atletas e negociações financeiras das dividas. Mesmo uma venda de um produto como foi a camisa 'Eu nunca vou te abandonar' para gerar um lucro maior em busca de quitar a arena; e opor último, aceitar a necessidade de se fazer shows na arena para ajudar no financeiro. Afinal não tem como se manter somente com mais de 40 jogos no ano.
Sei lá, há opções.



