Lucas Souza
Favorável ou não à SAF, tá muito claro que o atual modelo de gestão de clube social é um modelo insustentável.
Não dá mais pra torcida ser refém de Andrés, Mané da carne, Romeu Tuma, etc. São figuras que só existem no debate público porque cultivam essa política falida dentro do clube social.
Em um momento que tá rolando muita grana no futebol brasileiro e que novos modelos surgem, não dá pra um clube gigante como o Corinthians ficar à parte dessa discussão.
Ao meu ver, temos 3 caminhos de mudança que seriam sustentáveis: 1. Incorporar no estatuto do clube obrigações de gestão profissional (como o Flamengo faz, se o presidente gastar mais do que arrecada sofre impeachment automaticamente); 2. Abrir as decisões do clube pra participação democrática do torcedor (principalmente que o torcedor possa votar nas eleições); 3 Ou passar a ouvir propostas de SAF que possam ser interessantes principalmente para o torcedor e que tenham obrigação de abrir para o torcedor ser acionista majoritário (eu só seria favorável a uma proposta nesse molde do torcedor ser o principal acionista, que pagasse todas as dívidas, que ampliasse a Neo Quimica e que injetasse uma grana forte no futebol, é o mínimo que um clube gigante desse merece).
Independente do caminho, continuar com esse modelo em que uma casta incompetente domina o clube não dá mais, vão condenar a gente a sermos coadjuvantes pra sempre.

