Alan Marini
O Corinthians vem há anos adiando a resolução de sua dívida, que se torna cada vez mais insustentável. Em 2024, apenas com juros, estima-se uma perda de R$ 300 milhões — um valor que escorre pelo ralo, não reduz a dívida e ainda compromete o fluxo de caixa. Além disso, os bloqueios são cada vez mais frequentes. Chegamos ao momento de enfrentar essa situação! Em 2025, sem Copa do Brasil e Libertadores, nossa arrecadação será menor que a de 2024.
Augusto Melo precisa tomar decisões difíceis, mas essenciais para o futuro do clube, assim como fizeram Bandeira de Mello no Flamengo e Paulo Nobre no Palmeiras:
-Manter uma base do elenco atual para 2025, mesmo com críticas.
-Aproveitar boas ofertas que recebemos; nenhum jogador do elenco é insubstituível.
-Não renovar a maioria dos contratos que terminam no fim do ano. É preciso enxugar o elenco e abrir espaço para a base.
-Evitar qualquer gasto com contratações. Buscar apenas oportunidades de mercado que cheguem sem custo.
-Subir jogadores da base. Um jogador que sobe e se destaca rapidamente pode valer 20 milhões de euros, o que, com o real desvalorizado, nos ajuda muito. Já temos Bidon e Bidu no time titular, mas precisamos de mais!
-Outra esperança é que o projeto de quitação da dívida da Arena via torcida dê certo, o que seria um alívio enorme, embora seja um desafio chegar aos R$ 700 milhões necessários.
Em 2010, terminamos o ano em situação semelhante. Em 2011, focamos no Brasileirão com tudo e conquistamos o penta. Em 2015, também estávamos remontando o elenco, e apesar do pessimismo, levamos o hexa. Em 2017, desacreditados como “quarta força”, conquistamos o hepta!
Para 2025, Ramon Díaz não deve seguir. Não é só pelos resultados, mas pelo perfil: precisamos de um técnico que saiba valorizar a base e extrair o máximo de cada atleta.
O ano será desafiador, com poucas expectativas. O cenário hoje é mais crítico que nos anos citados — a dívida é colossal, os juros consomem boa parte do faturamento, e temos um time que precisa de reforços. Parece uma espiral negativa, mas é possível mudar a rota. Se tivéssemos iniciado essas mudanças há cinco anos, nossa situação financeira hoje seria muito mais saudável.
em Bate-Papo da Torcida > Chegou a Hora do Corinthians Fazer o que Já deveria ter feito a Anos!




