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Lembram que na gestão dos Ratos e Traíras houve a criação de um Fundo Especial para a quitação da Arena Corinthians, chamado oficialmente de Arena Itaquera S.A?
Que foi criado especificamente para administrar os recursos do estádio e realizar os pagamentos ao BNDES e outros credores. Mas a falta de transparência da gestão atrapalhou tudo, ninguém sabe como exatamente os recursos estavam sendo aplicados, não teve um relatório divulgado e a iniciativa caiu no esquecimento.
As alegações eram de que parte do dinheiro foi usado para cobrir outros débitos do clube, fora do escopo do estádio, como manutenção, segurança, limpeza, e despesas com eventos.
Resumo com os principais dados divulgados e que não são exatos por falta de transparência da 'gestão'
1. Arrecadação com CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento):
Valor autorizado inicialmente: R$ 420 milhões.
Esse era o valor total dos CIDs emitidos pela Prefeitura de São Paulo, que poderiam ser vendidos a empresas interessadas em usar o crédito para abatimento de impostos municipais.
Valor efetivamente vendido:
Estima-se que, até 2023, menos de R$ 200 milhões dos CIDs haviam sido vendidos. A venda foi lenta devido à crise econômica e à falta de compradores interessados.
2. Naming rights da Neo Química Arena:
Em 2020, o clube assinou um contrato de R$ 300 milhões com a Hypera Pharma pelo naming rights do estádio, a serem pagos em 20 anos.
Quanto já foi recebido:
Até 2024, o clube teria recebido cerca de R$ 45 a R$ 60 milhões, dependendo dos termos de pagamento parcelado.
3. Receita de bilheteria e eventos:
Bilheteria:
Desde a inauguração da Arena em 2014, as receitas de bilheteria foram destinadas ao fundo, mas parte significativa era consumida por custos operacionais. A bilheteria bruta da Arena alcançou, em média, R$ 50 a R$ 70 milhões anuais em anos pré-pandemia.
Estima-se que, entre 2014 e 2023, a bilheteria tenha gerado algo em torno de R$ 500 milhões brutos, com uma parte destinada ao pagamento da dívida.
Eventos e camarotes:
Esses também geraram receitas, mas valores exatos não foram amplamente divulgados. A exploração comercial ficou aquém das expectativas iniciais.
4. Parcelas pagas ao financiamento da Caixa/BNDES:
A dívida inicial contratada foi de R$ 400 milhões com o BNDES, via Caixa Econômica Federal.
Até 2023, o Corinthians havia pago aproximadamente R$ 200 milhões em parcelas, mas boa parte desse valor foi destinada a juros e multas, não reduzindo significativamente o saldo principal.
5. Estimativa total arrecadada e usada:
Somando as diversas fontes (CIDs, bilheteria, naming rights e outras receitas), estima-se que o clube arrecadou algo entre R$ 600 e R$ 700 milhões desde 2014 para o pagamento da Arena. Contudo, boa parte foi consumida por juros, multas e renegociações de dívida.
O saldo devedor atual, segundo relatórios recentes (2024), ainda é de aproximadamente R$ 710 milhões que é o valor alvo da campanha da torcida.
O grupo R&T lesou o Corinthians e ainda querem retornar. Todos os ratos deveriam ser expulsos e proibidos de entrar no clube.









