Luizinho Polegar
Historicamente, nunca deu muito certo para o Corinthians essa história de 'dar o troco' no Palmeiras.
Em 1974, o Corinthians já vivia 20 anos sem ganhar o Campeonato Paulista e teve a chance de sair da fila enfrentando exatamente o rival na decisão, mas acabou derrotado. Já em 1993, a situação era oposta: eles viviam 17 anos sem títulos e nós tínhamos a chance de aumentar a fila do maior rival, mas eles comemoraram em cima da gente.
O mesmo aconteceu em 2000. Após eliminação na Libertadores de 1999, o Corinthians teve a chance de vingança já na edição seguinte, mas perdeu novamente, e novamente nos pênaltis.
Agora a chance é de ser campeão em cima deles evitando o tetracampeonato do adversário. Quando éramos os campeões em 2017,2018 e 2019, tivemos a chance do tetra exatamente contra o Palmeiras, que nos derrotou. Agora é a vez de dar o troco, então?
Pra mim, isso é detalhe. O Corinthians tem que fazer o seu jogo e pensar em si. É hora de focar em glórias, não em vinganças. Sempre deu mais certo quando foi assim. Como em 1954, quando fomos campeões do Paulista do IV Centenário na rodada decisiva contra eles. Como no Paulista de 1995, quando não teve nem juiz nem Parmalat capaz de tirar o título da gente. Como no Paulista de 1999, quando a eliminação na Libertadores ainda estava engasgada, é verdade, mas a vingança do Edílson na forma de embaixadinhas veio só quando a taça já estava garantida. Como no Paulistinha Day de 2018, em que derrotamos o favorito milionário na casa deles.
Agora é hora de vencer. Nada mais importa. Sabemos das dificuldades, da qualidade do adversário e principalmente da ajuda sistemática que o Palmeiras da Crefisa recebe da arbitragem há anos. Por isso, acima de tudo teremos que jogar com frieza e inteligência para garantir esse título, sem pensar em vinganças que mais atrapalham do que ajudam.
