x

Post de Fabricio no fórum "Bate-Papo da Torcida" do Meu Timão

São sete da manhã de sábado... Acordei às seis, acho que nem dormi direito. Tenso, pilhado, a cabeça a milhão só pensando em uma coisa: Derby. Cara, é incrível como esse jogo mexe com a gente, né? Só quem é Corinthiano de verdade entende essa ansiedade que aperta o peito, essa mistura maluca de apreensão com uma ponta de esperança que não some nunca.

Especialmente depois daquele Paulistão épico que a gente levou... Putz, a imagem do Memphis subindo naquela bola pra decidir o campeonato, a defesaça histórica do Hugo no pênalti... A torcida fazendo uma das festas mais linda que o mundo já viu... Aquilo ainda arrepia! Mostrou a nossa força, a nossa conexão time-torcida, a raça que não pode faltar.

Mas título passado não ganha jogo. Hoje é outra batalha, talvez ainda maior. Hoje é dia de ir lá na casa deles (segunda casa, pq a casa de shows não tá disponível), encarar o time encaixadinho do Abel Ferreira e mostrar quem realmente manda nesse confronto. E pra ganhar lá não basta só vestir o manto e correr. Tem que ter inteligência, tem que ter plano. Tem que chegar lá pra 'bagunçar o coreto' taticamente, pra dar um verdadeiro 'nó' no esquema deles.

E é pensando nisso que a cabeça não para desde cedo... Matutando em como nosso Timão pode se armar pra surpreender, pra ser mais esperto e sair de lá com os três pontos. Uma ideia que vem martelando é usar um 4-4-2 diferente, baseado numa fluidez quase total no meio-campo e num ataque de pura movimentação. A escalação? Martínez, Raniele, Bidon e Carrillo no meio; Memphis Depay e Yuri Alberto lá na frente. Mas esqueça as posições engessadas no papel; a ideia é a dinâmica, a troca constante.

Um Meio-Campo que Gira e Confunde (A Inspiração Argentina)

A chave para fazer esse time funcionar começa no coração dele. E sim, a gente pode buscar uma inspiração funcional (não de qualidade igual, calma!) naquele meio-campo da Argentina que engoliu o Brasil por 4 a 1 em março:

Raniele, o 'Porteiro' da Defesa (Função Paredes): Pensa no Raniele como o cara que 'varre' a frente da nossa área. Ele não tem aquele lançamento milimétrico de 40 metros 'a la Paredes' toda hora, a praia dele é outra. Mas a função dele ali, mais plantado na frente dos zagueiros, dando o primeiro combate firme, ganhando a segunda bola, limpando a sujeira... Isso lembra muito o papel do Paredes como ponto de equilíbrio tático da Argentina. É o cara que dá segurança pra zaga e libera os companheiros pra saírem mais. Ele é a base, o estepe.
Martínez, o Motor Incansável (Função De Paul): Aqui a gente vê o 'motorzinho' do time. O De Paul na Argentina é aquele jogador onipresente, parece ter três pulmões, tá em todo lugar do campo, mordendo tornozelo, carregando a bola pra frente, brigando por cada palmo de grama. O Martínez, com essa liberdade que a gente imagina pra ele cair pela direita, pra pressionar a saída deles, pra voltar na cobertura e ainda ter fôlego pra aparecer como elemento surpresa lá na frente, tem essa mesma pegada incansável. Não seria só um volante marcador clássico, but sim o dínamo do time, o cara que cobre metros e metros de campo, bem no espírito guerreiro do De Paul.
Bidon, a Inteligência Canhota (Função Enzo Fernández): O Bidon, vindo da esquerda pra dentro, com aquele toque diferente na canhota, faz a gente lembrar da inteligência e da classe do Enzo Fernández. O Enzo talvez seja um 'box-to-box' mais tradicional em alguns momentos, mas a ideia central é a mesma: ter um jogador técnico no meio, que sabe jogar sob pressão, que pensa rápido e faz a bola circular com qualidade, conectando a defesa com o ataque. O Bidon talvez não tenha (ainda!) a mesma onipresença física do Enzo em seu auge, mas a função dele seria essa: ser o 'respiro' técnico do time naquele setor, o cara do passe certo, da flutuação inteligente pra criar linhas de passe.
Carrillo, o Maestro Organizador (Função Mac Allister): Se o Carrillo estiver num dia bom, ele tem tudo pra ser o nosso 'cérebro', o cara que vai botar a bola no chão e ditar o ritmo do nosso ataque, assim como o Mac Allister faz tão bem na Argentina. O Mac Allister é quase um metrônomo, sabe a hora certa de acelerar o jogo, de cadenciar, e principalmente, acha espaços onde parece não existir. O Carrillo, mesmo partindo da direita, tem essa missão de buscar o jogo por dentro, de ser o cara da claridade, do último passe, daquela assistência que quebra a defesa. Ele seria o responsável por dar ordem e criatividade ao nosso terço final, fazendo o time pensar.
Essa rotação constante entre eles – Martínez e Raniele se revezando na proteção e na saída, Bidon e Carrillo trocando entre o lado e o centro – é o que pode desmontar a marcação do Palmeiras.

Ataque de Movimentação Pura (Mais Inspiração Argentina)

E lá na frente, a mesma ideia de movimento e funções complementares, também com um pézinho na inspiração argentina:

Yuri Alberto, o Perseguidor Incansável (Função Julián Álvarez): Quando a gente fala do Yuri nesse esquema, pensa logo no Julián Álvarez. Não é só pelo gol, é pela entrega absurda. Aquele 'facão' que o Yuri faz, atacando o espaço entre o zagueiro e o lateral, é a marca registrada do Julián no At. Madrid e na Argentina. E tem mais: a pressão lá na frente, não deixar o zagueiro respirar pra sair jogando... é esse trabalho 'sujo' que desgasta a defesa e ajuda o time todo. O Yuri tem essa capacidade física e essa velocidade pra ser nosso 'Julián' nessa função de infernizar a zaga e atacar a profundidade.
Memphis Depay, a Faísca Criativa (Função Almada): O Memphis seria nosso 'cara diferente' lá na frente, um pouco como o Almada funciona pra Argentina quando joga mais solto, vindo de trás ou caindo pelos lados. O Almada é aquele talento que flutua, que acha um drible, um passe que ninguém viu. O Memphis tem essa capacidade: não é um centroavante fixo esperando a bola, nem um ponta clássico preso à linha. Ele joga 'entre as linhas' do Palmeiras, buscando a bola no pé, tabelando com os meias e com o Yuri, trazendo a qualidade técnica que às vezes falta. Ele pode tanto dar a assistência quanto pisar na área pra finalizar com força. É o cara da 'faísca', da jogada individual que pode decidir, similar ao papel criativo que o Almada desempenha vindo do banco ou como titular surpresa.
Como Isso Encaixa Contra o 3-4-1-2 do Palmeiras?

A beleza (na teoria, claro!) dessa formação é como ela pode explorar as brechas do esquema deles:

Engarrafando o Meio Deles: Com quatro jogadores nossos circulando e trocando de posição no meio (Raniele, Martínez, Bidon por dentro, Carrillo por dentro), a dupla de volantes deles (Martínez e Ríos) pode ficar sobrecarregada. A ideia é ter sempre mais gente nossa ali, dificultar a vida do Estêvão para receber a bola e forçar o erro na saída deles.
Liberdade Vigiada para os Alas: Os alas Piquerez e Felipe Anderson são armas fortes do Palmeiras, mas se o Carrillo e o Bidon começarem abertos e flutuarem, eles terão que pensar duas vezes antes de subir e não são jogadores que se destacam pela velocidade e intensidade (especialmente o FA). E quando subirem, o espaço nas costas fica ali, pedindo um ataque rápido do Yuri ou a chegada de um dos nossos meias ou laterais.
Bagunçando a Linha de Três: Zaga com três é boa, mas pode se complicar com movimentação. O Memphis flutuando no espaço entre os volantes e os zagueiros deles é um problema: quem marca? Se o Gómez sair, abre espaço. Se não sair, Memphis recebe livre. E o Yuri atacando as diagonais nos espaços entre Fuchs, Gómez e Murilo é o veneno puro, principalmente quando os alas deles estiverem avançados.
Atenção Redobrada Lá Atrás: Claro, não é só atacar. O Raniele vai ter trabalho com o Estêvão flutuando, e a zaga precisa estar ligada na dupla Torres e Roque. A compactação do time e a ajuda dos meias na marcação são fundamentais.
O Veredito (Que Só o Campo Dá)

No papel, um Corinthians com essa intensidade, essa troca de posições e essa inspiração tática 'argentina' tem armas para fazer um grande Derby. É um plano que busca a iniciativa, que tenta explorar os pontos fracos de um adversário forte e bem treinado. Mas, como a gente bem sabe, o futebol é jogado lá dentro das quatro linhas. A execução tem que ser perfeita, a concentração total e a entrega, como sempre, no nível máximo que a camisa do Corinthians exige. Que esse plano, ou o que for decidido, nos leve a uma grande vitória!

Agora é esperar a hora do jogo, roer as unhas e torcer do começo ao fim. Pra cima deles!

em Bate-Papo da Torcida > Corinthians 'a la Argentina'? O Plano Detalhado com...

Responder ao post do Fabricio

Veja mais tópicos do fórum do Meu Timão

  • Avatar de Corinthiano feliz da Silva

    SAFIEL já

    Criado há 2 horas por Corinthiano feliz da Silva

    0respostas

    acessar o tópico
  • Tópico Lendário
    Avatar de Gustavo Henrique

    Mais um “contratado” pelo Memphis?

    Última resposta há 2 minutos por SCCP1910

    60respostas

    acessar o tópico
  • Avatar de Canoa furada

    Pra mim o próximo que tem que ser expulso

    Criado há 3 minutos por Canoa furada

    0respostas

    acessar o tópico
  • Tópico Épico
    Avatar de Fernando Fantim

    CEO da Indigo

    Última resposta há 4 minutos por renato silva leite

    25respostas

    acessar o tópico
  • Tópico Épico
    Avatar de Renan Borba

    Aeroramalho

    Última resposta há 4 minutos por Bruno Cardoso

    27respostas

    acessar o tópico
  • Tópico Lendário
    Avatar de Canal do Mill

    LDU / Felix Torres

    Última resposta há 4 minutos por Jack Luiz

    35respostas

    acessar o tópico
  • Tópico Lendário
    Avatar de marselo

    Se libertem de BETs

    Última resposta há 4 minutos por NERY

    41respostas

    acessar o tópico
  • Avatar de Véi Mofado

    Stabile e Armando podem ser impichimados, mas sabe quem vai ser presidente?

    Última resposta há 5 minutos por Marcos Corinthians

    18respostas

    acessar o tópico
  • Tópico Épico
    Avatar de Fábio Augusto Nunes Lelles

    Fabinho(volante está na seleção) livre no mercado

    Última resposta há 5 minutos por Vinicius ortiz

    21respostas

    acessar o tópico
  • Tópico Lendário
    Avatar de Corinthiano feliz da Silva

    Esse negócio de tradição em Libertadores é conto de fadas

    Última resposta há 5 minutos por Eri Do Carmo

    51respostas

    acessar o tópico