Pietro Balbi
Boa tarde. Criei o plano abaixo de quitação da Arena, usando apenas um único ativo: o Fiel Torcedor.
A ideia seria permitir a venda de ingressos do FT apenas através de um banco parceiro. A OneFan poderia ou não continuar administrando o FT, mas processamento de pagamentos e naming rights seriam do banco.
Ou seja: o torcedor teria que fazer a compra de ingresso dentro do Inter Shop, ou do Picpay Shop, Nubank Shop, etc. O ganho ao banco parceiro seria em correntistas (atualmente custo de aquisição de um correntista no mercado é de R$ 100).
Isso geraria um ganho enorme para o banco, que passaria a ganhar centenas de milhares de novos correntistas por ano. Em troca, o banco pagaria ao Corinthians uma quantia robusta para ter esse canal exclusivo. Essa quantia seria suficiente para quitar toda a dívida da Arena imediatamente.
Além disso, o clube pode vender o nome do Fiel Torcedor (e não o nome da Arena) para esse banco. Assim, o programa poderia se chamar, por exemplo, “Fiel Torcedor Inter” ou “Fiel Torcedor by Nubank”, sem mexer em nada do contrato com a Neo Química.
Em 2024, foram cerca de 1,49 milhão de ingressos vendidos, mas muitos torcedores vão a vários jogos. Considerando uma média conservadora de 40% de torcedores únicos, chegamos a aproximadamente 596 mil pessoas diferentes por ano.
Se cada uma delas tiver que abrir uma conta no banco parceiro para comprar ingresso, o banco adquire quase 600 mil novos clientes por ano. No mercado financeiro, cada novo cliente pode valer em média R$ 100 em custo de aquisição. Assim, só com essa base de torcedores o banco receberia quase R$ 60 milhões de “retorno” por ano.
Um contrato de 10 anos antecipado valeria R$ 600 milhões e quitaria a Arena de imediato.
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