Jose Silva
Na tarde de hoje, mais uma cena lamentável da política suja e covarde que há anos corrói o Corinthians por dentro: o presidente Augusto Melo se reuniu com representantes da gaviões da Fiel. Mais do que uma torcida, a gaviões age há tempos como uma verdadeira milícia infiltrada dentro do clube, fazendo da intimidação e do controle pelos bastidores uma prática constante.
A reunião, que deveria ser símbolo de diálogo democrático, na prática revela o que já se tornou rotina: uma organização que se vende como torcida apaixonada, mas age como grupo de pressão, com interesses próprios, barganhas políticas e uso de força moral (e às vezes física) para conseguir o que quer.
Até quando o Corinthians será refém de milicianos travestidos de torcedores? Até quando o clube será governado por acordos obscuros, com pautas definidas por quem grita mais alto — ou ameaça com mais força?
Augusto Melo foi eleito para representar o Corinthians, não para se ajoelhar diante de quem se acha dono do clube. O torcedor comum, aquele que compra camisa, paga ingresso, sofre e ama de verdade o time, está cansado de ver sua paixão ser sequestrada por grupos que usam o nome do Corinthians como escudo para seus interesses pessoais.
Chega de milícia. Chega de conchavo. O Corinthians precisa voltar a ser do povo, não de quem se julga acima dele.
em Bate-Papo da Torcida > Até Quando a Milícia Vai Mandar no Corinthians?






