Kleber Chaves
O time foi praticamente eliminado da sulamericana na quarta em casa. Não satisfeitos, perdem de virada de um time que vai brigar pra não cair. O conformismo é o retrato do elenco que hoje é o reflexo da torcida. A torcida que comparece a arena apoia nas derrotas, cada vez mais recorrentes, e faz poropópó com os jogadores nas vitórias, cada vez mais escassas. Isso instaurou uma inércia, zona de conforto total no time. É o emprego dos sonhos.
Quanto ao Memphis, estrela do time, é apenas bom jogador. Não tem bola e nem se esforça pra ganhar 1/3 do que ganha. O sigilo contratual demonstra que o contrato beneficia somente aos interesses do jogador que recebe uma bolada por metas que não são desafiadoras. É bizarro ver o amadorismo do Augusto melo e isso é evidenciado pela rotatividade nos cargos de confiança da alta administração. Ninguém consegue estabilidade pra trabalhar diante de um cara que tem a caneta mas é completamente despreparado.
em Bate-Papo da Torcida > Infelizmente a realidade do Corinthians se tornou essa
Em resposta ao tópico:
O Corinthians de hoje é o espelho da sua diretoria: displicente, indiferente, frio. Um time que entra em campo como se estivesse cumprindo tabela, como se o peso da camisa não fosse nada além de um pedaço de pano. A apatia que vimos em campo é a mesma que reina nos bastidores — onde decisões são tomadas sem critério, sem paixão, sem respeito por quem realmente sustenta esse clube: o torcedor.
A verdade é que perder virou rotina. E o pior: perder sem lutar. Para os jogadores, tanto faz. Amanhã é Dia das Mães, e muitos deles já seguiram com suas vidas, jantares marcados, sorrisos prontos para as redes sociais. Mas para o torcedor, a dor vai além dos 90 minutos. Porque a derrota de hoje não é só mais uma no campeonato. É o retrato de uma instituição largada, desfigurada, onde ninguém parece se importar.
A derrota é muito mais profunda. Ela está no olhar vazio dos que deveriam liderar, no silêncio de quem deveria cobrar, na passividade de um elenco que já não sente vergonha. O Corinthians que aprendemos a amar está sendo apagado, aos poucos, por quem deveria protegê-lo.

