Augusto Sena
O Corinthians perdeu sua identidade – e a culpa é de quem comanda o clube
Nos últimos anos, o Timão perdeu sua essência: aquele futebol aguerrido, ofensivo e com alma, que sempre representou o verdadeiro DNA do clube. A queda de rendimento não é apenas técnica ou tática, é estrutural. Fruto direto de anos de decisões equivocadas por parte da diretoria e dos gestores que tratam o Corinthians como uma empresa qualquer, e não como um time de futebol que vive da paixão da sua torcida.
Falta planejamento, falta visão esportiva e, principalmente, falta respeito à história construída com suor, raça e entrega. O time que antes impunha respeito, agora entra em campo sem padrão, sem intensidade e, pior ainda, sem identidade.
E isso não é exclusividade nossa. O Manchester United, por exemplo, também sofre com o mesmo problema. Pode colocar Cristiano Ronaldo, pode contratar o melhor técnico do mundo... Se a gestão é fraca, nada funciona. É preciso mais que nomes: é preciso propósito e convicção.
O Corinthians precisa de uma mudança urgente. Precisamos de uma gestão feita por quem ama o clube de verdade, com ambição de vitória, de grandeza. O clube social, infelizmente, vem minando o futebol de forma sutil, mas devastadora. Muitos diretores agem como se fossem donos, e não como representantes da nação corinthiana.
Enquanto não tivermos dirigentes, conselheiros e presidentes com mentalidade vencedora — como se vê em clubes como Palmeiras, Flamengo, Arsenal, Manchester City, Inter de Milão, entre outros — seguiremos nos afastando das nossas origens. O Corinthians precisa voltar a ser Corinthians.


