Herbert G.
Tá maluco, que história. Seu pai está orgulhoso por você honrar o legado deixado.
Vaii Corinthians!
em Bate-Papo da Torcida > Minha história
Em resposta ao tópico:
Lembro até hoje da primeira vez que meu pai me levou no Pacaembu. Eu tinha uns 8 anos, era um molequinho magrelo, com uma camisa do Timão que ele mesmo comprou num camelô. A gente subiu aquelas arquibancadas e, quando vi aquele campo verdinho, a torcida cantando, parecia que meu coração ia sair pela boca. Era Corinthians x Portuguesa. Jogo duro, empate suado, mas pra mim aquilo foi mais que uma final de Copa do Mundo. Foi o dia que eu entendi o que era amar um time.
Meu pai sempre foi meu herói. Trabalhava de sol a sol, mas nunca deixou de ouvir o jogo no radinho, ou de colar no estádio quando dava. Ele sempre dizia: 'Ser corinthiano é ser fiel na alegria e na dor.' Essa frase ficou comigo.
Em 2012, quando o Corinthians chegou na final da Libertadores, ele já estava doente. Câncer. A gente sabia que não ia ter muito tempo. Assistimos a semifinal juntos, ele deitado no sofá, com a camisa do Timão. Quando o Cássio pegou aquela bola do Diego Souza, ele chorou. E eu chorei junto. Ele olhou pra mim e falou: 'A gente vai ser campeão, filho. Eu vou ver isso antes de ir.'
Mas a vida não é filme. Meu pai faleceu dias antes da final. Não viu o Emerson Sheik fazer aqueles dois gols, não ouviu a torcida cantar como nunca. Mas eu vi. Vi por nós dois. E no último apito, olhei para o céu, levantei os braços e só consegui dizer: 'É pra você, pai.'
Ser corinthiano é isso. É mais que futebol. É amor, é família, é sofrimento e glória. O Corinthians me ensinou a lutar, a cair e levantar, e a nunca abandonar. E enquanto eu respirar, vou carregar esse escudo no peito com orgulho.
Vai, Corinthians. Por mim, pelo meu pai, e por todos que vivem esse amor