Paulo Cavalin
O Corinthians precisa urgente se profissionalizar, como clube associativo vai se afundar mais a cada dia, o clube é muito grande, com diversas atividades, com a gestão atual não aguenta até 2026.
em Bate-Papo da Torcida > Fim do modelo associativo: por que clubes como o Corinthians estão...
Em resposta ao tópico:
O modelo associativo de clubes de futebol, como o adotado pelo Corinthians, enfrenta uma série de problemas estruturais que, para muitos especialistas, o tornam insustentável no longo prazo. Vamos entender os 'porquês' desse diagnóstico de falência do modelo:
1. Falta de governança profissional
No modelo associativo, o clube é controlado por sócios, que elegem presidentes e conselhos. Isso abre espaço para:
- Gestão política em vez de técnica, com decisões pensando em eleições e não na sustentabilidade financeira.
- Trocas frequentes de gestão, dificultando planos de longo prazo.
- Indicação de cargos por apadrinhamento político, em vez de competência.
2. Ausência de dono e responsabilidade limitada
Diferente de clubes-empresa, onde há um proprietário que responde diretamente pelo sucesso ou fracasso:
- No modelo associativo, ninguém é responsabilizado diretamente pelas dívidas.
- O clube vira uma espécie de 'terra de ninguém': gestores fazem dívidas, mas quem paga é a instituição — ou seja, o próprio clube, muitas vezes com recursos futuros (adiantamentos de TV, patrocínios etc.).
3. Endividamento estrutural
O Corinthians, por exemplo, carrega dívidas bilionárias. Parte desse problema vem de:
- Má gestão dos recursos.
- Projetos superdimensionados (como o da Arena).
- Reforços contratados sem planejamento financeiro.
- Uso recorrente de empréstimos e adiantamentos de receitas futuras para cobrir déficits operacionais.
4. Falta de transparência
Apesar de ser uma associação, o nível de transparência em clubes como o Corinthians é baixo:
- Orçamentos e contratos não são totalmente abertos.
- O torcedor/sócio comum tem pouco acesso às decisões reais.
5. Modelo defasado no mercado global
Enquanto o mundo caminha para a profissionalização:
- Clubes europeus viraram empresas, com estruturas corporativas modernas.
- Investidores entram para capitalizar, expandir e internacionalizar marcas.
- O Brasil segue preso ao modelo associativo — com exceções como SAFs (Cruzeiro, Botafogo, Vasco).
6. Excesso de influência política
Clubes como o Corinthians se tornam trampolins políticos:
- Dirigentes usam o clube para ganho pessoal e prestígio.
- As decisões visam ganhar eleições internas, não necessariamente melhorar a performance esportiva e financeira.
Conclusão
O modelo associativo está falido porque não promove responsabilidade, transparência, nem profissionalismo. Ele foi funcional no século XX, mas hoje é ultrapassado diante da competitividade do futebol moderno.
A transição para modelos mais profissionais — como a SAF (Sociedade Anônima do Futebol) — é cada vez mais debatida, e pode ser a única saída para clubes históricos como o Corinthians voltarem à sustentabilidade.






