Luiz Almeida
O problema que a Base do Corinthians não é e nunca foi profissional ao nível que se deve, veja no atual momento, quantos atletas em último ano de base possuem condições de comporem o elenco profissional? Veja que estou falando em composição e não em titularidade.
O caminho que precisa ser tomado é o que você relata, contudo, infelizmente não é o que ocorre na prática.
Veja que inclusive o papel que tínhamos de garimpar as divisões inferiores e estaduais não estamos fazendo direito, nota-se que contamos nos dedos de uma única mão quantos jogadores sem nome que vieram e entregaram algum resultado, seja esportivo ou financeiro nos últimos 5 ou 10 anos, isso é um ponto inadmissível.
Até 2015 sabíamos firmar parcerias com outros clubes a fim de trazer jogadores, de lá para cá se tiver 5 jogadores que vieram de graça ou por parceria que realmente trouxeram resultados é muito.
em Bate-Papo da Torcida > A base é o caminho!
Em resposta ao tópico:
Diante da grave crise financeira e da dificuldade em contratar jogadores de alto nível, o Corinthians precisa, com urgência, profissionalizar de forma definitiva e estratégica sua base. O clube não possui recursos suficientes para investir em reforços no mercado e, tampouco, para lidar com sua dívida bilionária — o que torna a formação de atletas uma necessidade, não uma opção.
Não se trata de transformar os garotos da base em titulares imediatos, mas sim de dar minutagem, preparar tecnicamente e mentalmente esses jovens, para que se desenvolvam de forma mais acelerada e eficiente. Exemplos recentes comprovam essa necessidade: jogadores como Breno Bidon, Wesley e tantos outros que participaram do elenco entre 2023 e 2024 tiveram oportunidades, evoluíram dentro de campo e hoje representam um retorno técnico e financeiro importante para o clube.
A estimativa é de que, somadas, essas revelações possam ter gerado mais de R$ 500 milhões ao Corinthians — mesmo com vendas realizadas por valores considerados baixos, como foi o caso de Murillo.
Mas é importante entender por que o Corinthians tem vendido suas promessas por valores inferiores aos dos rivais, como o Palmeiras. A explicação é simples e lógica: a situação financeira e esportiva do clube interfere diretamente na valorização dos seus ativos. Hoje, o Corinthians acumula uma dívida superior a R$ 2,5 bilhões, e isso é de conhecimento do mercado. Os clubes compradores sabem da fragilidade financeira da instituição e utilizam esse fator como argumento de pressão nas negociações.
Além disso, na época de diversas vendas, o time ocupava posições fora do G10 do Campeonato Brasileiro — o que, naturalmente, desvaloriza os atletas formados no clube. Essa realidade não é exclusividade do Corinthians; afeta qualquer clube do mundo em situação semelhante.
Se compararmos ao Flamengo, por exemplo, a realidade é completamente oposta. Para eles, vender um jogador da base por 15 milhões de euros é apenas uma operação comum, que pouco interfere no orçamento anual. Já para o Corinthians, uma venda nesse valor pode representar um 'suspiro financeiro', capaz de aliviar pressões e permitir investimentos pontuais.
Por tudo isso, fica clara a urgência: o Corinthians precisa transformar sua base em um setor profissionalizado, com visão de longo prazo, integração com o time principal e gestão responsável. Isso não apenas fortalece o futebol do clube, como pode ser a principal saída para sobreviver financeiramente no cenário atual.