Lucas Almeida
Não é possível continuar arrecadando R$1 bilhão e gastando R$1,5 bilhão. O clube precisa adequar seu orçamento à realidade financeira. Se há um compromisso anual de R$400 milhões com o pagamento de dívidas, o futebol deve ser administrado com, no máximo, R$600 milhões.
É fundamental montar o elenco de acordo com esse orçamento, sem comprometer ainda mais as finanças do clube. Não faz sentido pagar salários astronômicos a jogadores que não entregam desempenho em campo. O momento exige responsabilidade, pés no chão e um projeto claro de reestruturação.
Hoje, a folha salarial do Corinthians está entre as maiores do Brasil ultrapassando os R$30 milhões mensais, mas o desempenho em campo é um dos piores entre os grandes clubes do país. A disparidade entre investimento e resultado é gritante.
Chegou a hora de o Corinthians baixar a bola, priorizar o pagamento das dívidas e reconstruir um time competitivo dentro da sua realidade. Só com responsabilidade financeira será possível garantir um futuro sólido para o clube.
Dentro e, principalmente, fora de campo, é necessário reestruturar a política do clube. Os conflitos internos e a falta de transparência na gestão afundam ainda mais a imagem da instituição. A ausência de planejamento atrapalha o desempenho esportivo, com constantes trocas de treinadores. A influência política nas decisões do futebol mina a autonomia do departamento e perpetua a dependência de jogadores agenciados pelos mesmos grupos de empresários ligados a dirigentes.
É urgente uma reforma estatutária, a profissionalização da gestão e a valorização institucional do clube. Sem isso, o Corinthians continuará refém de interesses pessoais e políticos. O clube precisa recuperar sua credibilidade para voltar a ser grande dentro e fora das quatro linhas.
'O Corinthians é o time do povo.' Mas, para continuar sendo do povo, precisa ser removido o câncer que existe dentro do clube que é conselhos imundo.
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