Gabriel Langoni
O último espasmo do cadáver foi o título paulista desse ano, mas o fato é que aquele Corinthians que conhecemos, aquele time que, mesmo com jogadores limitados, conseguia com raça e empenho tático vencer clássicos e grandes competições, acabou em 2017.
Isso senhores, 2017, lá se vão quase 10 anos da última grande conquista do clube, e não temos nenhuma expectativa que esse jejum seja quebrado em um curto prazo.
A dívida crescendo sem qualquer freio, o mar de incompetência e safadeza dos dirigentes que parecem querer destruir o clube ao invés de salvá-lo, sugando ao máximo os últimos recursos do clube em proveito próprio, como um parasita que se alimenta do corpo de um animal até onde for possível.
A SAF pode ser uma saída? Talvez, mas parece muito distante de acontecer de fato, e todos nós sabemos que as ratazanas do Parque São Jorge não vão querer largar o osso tão fácil.
Enquanto isso, com essa situação toda sendo refletida nos resultados em campo, com as sucessivas eliminações precoces em competições, perda de protagonismo no futebol brasileiro em geral, e agora, mas derrotas e humilhações em sequência para um rival que costumava ser nosso freguês, temos a certeza que o Corinthians que conhecemos não existe mais, não é sequer uma sombra do que já foi.
O último bastião é a torcida, mas e quando até ela se cansar? Quando o público na Arena começar a diminuir, a venda de produtos oficiais cair drasticamente, assim como a audiência dos jogos? Aí não restará mais nada, e a morte poderá ser oficialmente decretada.
Até lá, vamos esperando que esse paciente terminal, milagrosamente, recupere suas forças.
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