Post de Washington no fórum "Bate-Papo da Torcida" do Meu Timão

Os jogadores vão mal e o técnico é o culpado! Mimimimi.

Em resposta ao tópico: "Trabalho do Dorival Júnior"

Trabalho do Dorival Júnior

O trabalho de Dorival Júnior no primeiro turno do Brasileirão 2025 está longe de inspirar confiança — os números mostram que o Timão fez dos piores retornos desse Campeonato na década.

Em 19 rodadas, o Corinthians conquistou 22 pontos: 5 vitórias, 7 empates e 7 derrotas, com 18 gols marcados e 23 sofridos, encerrando o turno na 13ª posição, a apenas seis pontos do Z-4.

Essa campanha só fica atrás dos humilhantes desempenhos de 2024 (19 pontos) e 2006 (20 pontos), sendo, portanto, o terceiro pior primeiro turno desde 2006.

Nosso aproveitamento desde que Dorival assumiu (rodada 7) é de 33,3%, acumulando apenas 13 pontos em 13 jogos — um sinal de alerta claro.

Evolução defensiva? Só no começo

Nos primeiros jogos, o time até mostrou alguma estabilidade:

Em 9 partidas, foram 6 gols sofridos (0,67 por jogo), contra média de 1,14 na era de Ramón Díaz.

Em 10 jogos sob Dorival, o Corinthians marcou 10 gols e sofreu 6.
Mas essa melhora se desfez com o tempo. O desempenho geral foi instável e insuficiente para manter qualquer consistência competitiva.

No começo foi discreto… e já foi o pior dos últimos anos

Logo no início, Dorival até tinha um aproveitamento promissor:

76% nos primeiros 7 jogos (5 vitórias, 1 empate, 1 derrota), com 10 gols marcados e 5 sofridos, média ofensiva de 1,11 e defensiva de 0,71.

Mas esse início nem é o pior de sua carreira — de fato, nas primeiras 14 partidas, contabilizou 6 vitórias, 4 empates e 4 derrotas, aproveitamento de 52,38%, o mais fraco dos 6 últimos trabalhos dele.

Comparativo Dorival x Ramón Díaz

Critério Dorival (1º Turno) Ramón Díaz (antes de sair)

Aproveitamento ~33,3% (desde 7ª rodada) Inicialmente alto, mas caiu com o tempo
Primeira fase Brasileirão 22 pontos (19 rodadas) Desempenho superior antes da demissão
Defesa Melhora inicial, depois falha Mais ofensivo, mas defensivamente frágil

Ramón Díaz entregou fogo, verticalidade e vontade no time — até foi campeão paulista. Mas defensivamente vacilava. Dorival trouxe solidez em tese, mas o resultado prático foi instável, sem explosão tática e com aproveitamento pífio no geral.

Conclusão

Dorival não arrebenta. Seus primeiros jogos eram promissores, mas após isso… o barco anda furadíssimo. A defesa parou de ser um diferencial, o ataque zero criatividade, e os pontos… cadê os pontos?

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