Adriano Oliveira
O problema é o técnico? Boa parte da torcida queria ele, já falei outras vezes, enquanto acharmos que derrubar técnico vai resolver o cenário, o time nunca irá pra frente, toda vezes que demitimos um técnico só ficamos com um prejuízo maior, aumenta as despesas por conta da rescisão e ainda gasta mais para contratar outro que possivelmente será o próximo a ser considerado ruim. O que é ruim na instituição é a diretoria, enquanto tiver essas brigas que vemos sempre, da galera que tá lá a um tempão versus uma galera nova que também quer ganhar algo com o Corinthians, quem sempre irá perder é o próprio clube. Enquanto não entrar alguém que seja sério no sentido de estabilizar as contas, fazer o arroz com feijão, dificilmente vamos ganhar algum título, temos um elenco claro que não prática não resulta em resultado positivos.
em Bate-Papo da Torcida > Trabalho do Dorival Júnior
Em resposta ao tópico:
O trabalho de Dorival Júnior no primeiro turno do Brasileirão 2025 está longe de inspirar confiança — os números mostram que o Timão fez dos piores retornos desse Campeonato na década.
Em 19 rodadas, o Corinthians conquistou 22 pontos: 5 vitórias, 7 empates e 7 derrotas, com 18 gols marcados e 23 sofridos, encerrando o turno na 13ª posição, a apenas seis pontos do Z-4.
Essa campanha só fica atrás dos humilhantes desempenhos de 2024 (19 pontos) e 2006 (20 pontos), sendo, portanto, o terceiro pior primeiro turno desde 2006.
Nosso aproveitamento desde que Dorival assumiu (rodada 7) é de 33,3%, acumulando apenas 13 pontos em 13 jogos — um sinal de alerta claro.
Evolução defensiva? Só no começo
Nos primeiros jogos, o time até mostrou alguma estabilidade:
Em 9 partidas, foram 6 gols sofridos (0,67 por jogo), contra média de 1,14 na era de Ramón Díaz.
Em 10 jogos sob Dorival, o Corinthians marcou 10 gols e sofreu 6.
Mas essa melhora se desfez com o tempo. O desempenho geral foi instável e insuficiente para manter qualquer consistência competitiva.
No começo foi discreto… e já foi o pior dos últimos anos
Logo no início, Dorival até tinha um aproveitamento promissor:
76% nos primeiros 7 jogos (5 vitórias, 1 empate, 1 derrota), com 10 gols marcados e 5 sofridos, média ofensiva de 1,11 e defensiva de 0,71.
Mas esse início nem é o pior de sua carreira — de fato, nas primeiras 14 partidas, contabilizou 6 vitórias, 4 empates e 4 derrotas, aproveitamento de 52,38%, o mais fraco dos 6 últimos trabalhos dele.
Comparativo Dorival x Ramón Díaz
Critério Dorival (1º Turno) Ramón Díaz (antes de sair)
Aproveitamento ~33,3% (desde 7ª rodada) Inicialmente alto, mas caiu com o tempo
Primeira fase Brasileirão 22 pontos (19 rodadas) Desempenho superior antes da demissão
Defesa Melhora inicial, depois falha Mais ofensivo, mas defensivamente frágil
Ramón Díaz entregou fogo, verticalidade e vontade no time — até foi campeão paulista. Mas defensivamente vacilava. Dorival trouxe solidez em tese, mas o resultado prático foi instável, sem explosão tática e com aproveitamento pífio no geral.
Conclusão
Dorival não arrebenta. Seus primeiros jogos eram promissores, mas após isso… o barco anda furadíssimo. A defesa parou de ser um diferencial, o ataque zero criatividade, e os pontos… cadê os pontos?