David Santos
Diante de tudo o que aconteceu com o Corinthians nos últimos anos — sucessões de erros de gestão, falta de transparência e decisões que colocaram o clube em trajetória de declínio — torna-se evidente que nenhum projeto real de reconstrução será possível sem uma mobilização popular séria e organizada.
A única forma de romper com esse ciclo é a torcida assumir o protagonismo histórico que sempre teve. E isso passa por medidas drásticas:
não comparecer aos jogos, criando o impacto simbólico e financeiro necessário para mostrar que o clube pertence ao povo e não a grupos que se beneficiam dele. Um público zero já no Paulistão de 2026 seria um marco, um recado claro de que a paciência acabou.
Com essa pressão, a torcida pode exigir a retirada de todos os “ratos” que se instalaram dentro do Corinthians, afastando quem usa o clube como ferramenta política ou pessoal. Essa força coletiva também deve defender a construção de um novo estatuto, moderno e transparente, nos moldes do “estilo SAFiel”: profissionalização, controle rígido, governança séria e barreiras reais contra a velha política.
A pressão popular organizada pode ainda forçar o movimento final: a renúncia de todos os responsáveis pela atual crise, abrindo caminho para uma reconstrução profunda, técnica e verdadeira — algo que honre a história e o tamanho do Corinthians.
Só assim o clube poderá voltar a ser o que sempre foi: do povo, para o povo, com o povo.
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