Fabio Costela
Primeiro se elegem, criam privilégios e aos poucos, sem pressa aparelham todos os departamentos. É criado um sistema baseado em castas de pai para filho, todos se conhecem e em boa parte das vezes tem negócios juntos, qualquer oposição é meramente um teatro das tesouras, cansamos de ver desafetos políticos almoçando juntos, fatiando o clube que sangra sem parar, recordes de arrecadação não compensam recorde de desvios e de desastrosas administrações, qualquer um que discordar é cancelado, antidemocrático, contra o time do povo e etc.
Até as auditorias não dão em nada, todos que poderiam fazer alguma coisa ou fazem parte do esquema ou foram cancelados e calados pelo sistema...
A espera de um milagre...
em Bate-Papo da Torcida > Mais um escândalo interno: até onde vai a bagunça no Corinthians?
Em resposta ao tópico:
Pessoal, diante das notícias recentes sobre o desvio de material esportivo dentro do próprio Corinthians, acho que chegou a hora de discutir seriamente o que está acontecendo nos bastidores do clube. Não dá mais para tratar esse tipo de situação como “caso isolado” ou “erro administrativo”. Já passou da hora de encarar que existe um problema estrutural — e que ele é grave.
Como é possível que material oficial do clube esteja sendo desviado de dentro do CT, da base ou do almoxarifado? Como um clube desse tamanho, com nome mundialmente conhecido, com orçamento gigante e estrutura de empresa, não é capaz de manter controle básico do próprio patrimônio? É surreal.
E o pior: isso só chega ao público quando já está fora de controle. A sensação é de que o Corinthians vive em um eterno apagão administrativo : quando aparece uma denúncia, ninguém sabia de nada; quando a situação explode na mídia, surgem “investigações internas”; quando chega a hora de apresentar responsáveis, tudo vira fumaça. É um ciclo cansativo.
O torcedor que paga ingresso, compra camisa oficial e banca esse clube com paixão e dinheiro merece respeito. Não é possível que, enquanto o time sofre dentro de campo e a torcida carrega o peso emocional, exista uma cultura interna onde pessoas se sentem à vontade para desviar material como se estivessem pegando bala no balcão.
O Corinthians precisa de transparência, controle e profissionalismo de verdade — não de discurso bonito em coletiva. Se não houver responsabilização real e mudança de gestão, continuaremos vendo esse tipo de vergonha se repetir.
Até quando?

