Post de Renan no fórum "Bate-Papo da Torcida" do Meu Timão
Renan Leal
Enquanto no Parque São Jorge frequentar figuras como Andrez Sanchez esse clube vai sangrar, até ser financeiramente inviável, aguardo que esse dia chegue o mais rápido possível, precisamos renascer das cinzas, não vejo saída...
Em resposta ao tópico: "Por que o Corinthians não pode ser potência sem SAF, Herói Vicente?"
Quando Herói Vicente diz na entrevista a Marília Ruiz, no Derby Todo Dia, que “Flamengo e Palmeiras são uma potência sem ser SAF” e emenda, em tom de provocação, “e por que o Corinthians não pode ser? ” , ele finge não enxergar o óbvio: o Corinthians não consegue seguir o caminho de Flamengo e Palmeiras porque está dominado por dirigentes politicamente queimados, tecnicamente incapazes e moralmente desacreditados.
A diferença não está no modelo SAF ou associativo em si, e sim em quem manda. Flamengo e Palmeiras profissionalizaram a gestão, trataram dívida com plano, blindaram o clube contra o uso privado do patrimônio.
No Corinthians, o que se vê é o contrário:
1. Cartões corporativos sob investigação do MP-SP,
2. Suspeitas em série sobre uso de recursos do clube, ex-presidentes e dirigentes respondendo a inquéritos, enquanto o discurso oficial tenta vender “projeto de potência”.
Quem transforma um gigante em caso de polícia não tem autoridade moral para falar em potência sem SAF.
Some-se a isso um Parque São Jorge desconectado da arquibancada, onde boa parte dos associados parece mais preocupada com bocha, piscina e churrasco do que com governança, futebol profissional e transparência.
Enquanto o torcedor comum paga a conta sem ter voto, o clube segue refém de um modelo associativo capturado por grupos que se protegem entre si, independentemente do resultado em campo ou do rombo no balanço.
Por isso, a resposta à pergunta de Herói Vicente é simples e dura:
O Corinthians não é potência sem SAF porque, com esse tipo de dirigente e esse modelo associativo falido, o caminho não é de grandeza — é de Série B, Série C ou, no limite, de fechar as portas.




