Gabriel Veiga
Perfeito
em Bate-Papo da Torcida > Fagner que quis perder a idolatria!
Em resposta ao tópico:
É até estranho dizer que o 7º jogador com mais jogos da história do Corinthians perdeu a idolatria. Ainda mais alguém que foi crucial em dois Brasileiros, venceu três Paulistas e fez 578 jogos vestindo a camisa alvinegra.
Mas é impressionante como ele não soube sair e não respeitou a torcida. Uma torcida que sempre o apoiou, comprou suas brigas e o defendeu em todos os momentos difíceis. Isso foi uma escolha dele.
Fica nítido que existiram dois Fagners no Corinthians:
o pré-2020, que virou ídolo pela mistura de raça e qualidade,
e o pós-2020, marcado por panelinha no vestiário, derrubada de treinadores e, principalmente, intolerância às críticas pela queda de desempenho.
Nos últimos anos, ele também se mostrou totalmente despreocupado com o físico, atuando acima do peso no fim da passagem pelo Corinthians. Aí chega ao Cruzeiro e se reapresenta no peso ideal, no mínimo um gesto desrespeitoso com a torcida que sempre o tratou como ídolo.
Mas o que mais marca esse fim de ciclo é o pênalti perdido na Copa do Brasil contra o Flamengo e o pronunciamento depois disso: “faz parte do futebol”, sem sequer pedir desculpas.
E, para fechar com chave de ouro, assina contrato de dois anos ganhando 800 mil, pede desesperadamente para sair após perder espaço para o Matheuzinho e, mesmo com o clube precisando de lateral, a diretoria o libera de forma amadora, bancando 500 mil do salário. Detalhe: para ele ser reserva no Cruzeiro também.
Isso só deixa claro que ele não fez questão de ficar, no 1° ambiente mais organizado que chegou, quis sair, sua preocupação era de manter o alto salário e não tentar dá volta por cima e ser uma liderança no vestiário e com a torcida (coisa que por sinal nunca foi, responsabilidade sempre ficou com outros veteranos e até novatos).
Infelizmente, ele não é mais ídolo do Corinthians e isso foi uma escolha dele.