Leonardo Luciano
'Se o clube analisar a proposta e entender que as condições são melhores do que continuar pagando juros absurdos aos credores atuais, poderia aceitar. Se a SAF não avançar, o valor teria de ser devolvido conforme regras a serem definidas. Ou seja, é negociação financeira, não tomada de poder.'
Não sei você, mas isso me parece um empréstimo.
em Bate-Papo da Torcida > A proposta da SAFiel é revolucionária e fora da curva
Em resposta ao tópico:
Funciona assim: em vez de esperar meses para aprovar uma SAF, o investidor se dispõe a pagar dívidas urgentes do clube agora — como o transfer ban e a dívida da Arena — em troca apenas de o Corinthians sentar, conversar e analisar seriamente um projeto de SAF no futuro. Esse dinheiro não é doação, mas também não é compra do clube. É um adiantamento condicionado.
Se o clube analisar a proposta e entender que as condições são melhores do que continuar pagando juros absurdos aos credores atuais, poderia aceitar. Se a SAF não avançar, o valor teria de ser devolvido conforme regras a serem definidas. Ou seja, é negociação financeira, não tomada de poder.
Isso muda completamente o cenário, porque ganha tempo, resolve emergências e pode reduzir o custo total da dívida. Mesmo assim, a resistência é enorme — não por causa do dinheiro, mas por medo de perder poder político. Conselheiros e dirigentes que controlam o clube há décadas não querem abrir espaço para nenhum modelo que diminua sua influência.
Enquanto outros clubes aceitaram ajuda externa, profissionalização e até dinheiro do próprio bolso de dirigentes para se salvar, no Corinthians parece existir outra lógica: é melhor mandar em um clube quebrado do que não mandar em um clube organizado e vencedor.
A verdade é dura, mas simples: o problema do Corinthians não é falta de dinheiro, é quem tem medo de perder o controle.


