Fábio Santos
Fábio Oliveira Santos[1]
O sentimento do pós-jogo é de extrema frustração! A derrota é o menor dos problemas, pois perceberam-se os erros cometidos tanto no plano técnico quanto no plano tático dentro de campo.
Primeiro erro técnico: iniciar a partida com o jogador fora de posição. É imprescindível a minutagem para os jogadores da base, desde que se coloque o atleta na posição habitual, e não testar uma formação de última hora colocando um zagueiro no lugar de um lateral de ofício.
Segundo erro técnico: substituição errada, pois o problema estava na lateral-direita e não na defesa, uma vez que o Tchoca estava bem no jogo. Resultado esperado.
Primeiro erro em campo: falha na marcação e falta de cobertura do meio-campo. Não bastasse o improviso na lateral, ainda não houve a cobertura dos meio-campistas corinthianos.
Segundo erro em campo: marcação totalmente errada, daí a impossibilidade de recuperação no um contra um – conhecido como X1. Nem merece outros apontamentos, muito menos usar a chuva como desculpa.
Com isso, retomo o que disse em outro texto: não se pode romantizar a vitória[2], pois na primeira partida jogou-se contra a Ponte Preta com diversos desfalques, ao passo que, se todos estivessem jogando, talvez o resultado fosse outro.
Ainda, antes da partida, em conversa com outros corinthianos, falávamos sobre os jogadores do Timão e os “perninhas”. Defendi o titular da lateral-direita no jogo contra o Bragantino e ainda disse que a dupla com o Gabriel Paulista seria muito boa, ao passo que durante a discussão recebi a seguinte resposta: “é perninha, não pode jogar”.
Foi provado por A mais B que eu estava errado!
Para piorar, logo mais teremos os clássicos. Sem os titulares e sem os reservas vai ficar difícil, pois, jogando apenas com os perninhas, o rebaixamento é logo ali.
[1] Professor e advogado.
[2] Disponível em: Acesso em: 16/01/2025.
em Bate-Papo da Torcida > Os perninhas no futebol corinthiano

