Joaquim Barbosa
E completou, ou acrescentou, com a provocação da expulsão, que eu nunca havia visto. Expulsão no segundo tempo, após revisão de um lance ocorrido no primeiro tempo.
em Bate-Papo da Torcida > Um drible para mudar a história
Em resposta ao tópico:
Breno Bidon sempre foi tratado como uma joia, passou por seleções de base e subiu cedo para os profissionais.
Mas ele nunca esteve naquela 'primeira prateleira' de promessas que o mundo inteiro fica de olho. Ele era visto como um jogador muito promissor, mas não como um 'futuro craque' , alguém indiscutível.
Ele subiu e foi conquistando o espaço dele na raça. Jogou de meia, de segundo volante, ajudou na marcação voltando até a lateral, ganhou corpo e foi somando cada vez mais minutos. Mas faltava alguma coisa.
E aí veio aquele drible contra o Vasco.
Aquela jogada rodou o mundo e, por mais que a gente não pense nisso, a mídia muda tudo . Naquele segundo, o Bidon deixou de ser 'o moleque da base' para virar o 'próximo craque brasileiro' . A atenção que ele começou a receber depois dali deu uma confiança bizarra para ele. Virou titular absoluto, bateu pênalti decisivo, assumiu a 7 e joga com uma personalidade de quem vai estar na Seleção no próximo ciclo .
O engraçado (ou triste) é que a gente já sentiu isso na pele, só que do lado errado: as pedaladas do Robinho em 2002. Ali a gente viu como uma jogada mágica muda a trajetória de um jogador, principalmente quando a imprensa compra o barulho. Com o Bidon está acontecendo o mesmo, mas a nosso favor.
A prova disso é que agora o nome dele aparece todo dia especulado em time gigante como Arsenal, Bayern e Manchester United. Ele vai ser, com sobra, a maior venda da história do Corinthians quando sair.
E o que mais me deixa feliz é que isso raramente acontece aqui. O Corinthians sempre vende os moleques muito cedo. Foi assim com Willian, Marquinhos, Murillo, Moscardo e etc. Mas esse ano, pela primeira vez em muito tempo, a maior promessa do Brasil, que não sai dos jornais, que não para de ser comentada, a promessa que todos sabem que é questão de tempo até estar em um gigante europeu, não está nos rivais.
Tá jogando aqui, no nosso time.
E tudo mudou ali, naquele drible. Às vezes o futebol é decidido no detalhe e, naquele detalhe, o Bidon mostrou para o mundo que é um jogador diferente.


