Luis Ribas
O erro dos torcedores foi não usar ofensas próprias do ambiente, tais como: Filho da P, [email protected], Arromb@do do car@lh0... Se tivessem xingado dessa forma, seria bem mais ofensivo e não teriam caído no radar dos militantes e mimizentos. Tenho certeza de que, no momento em que ocorreu, nem o Hugo se ofendeu com o que os caras falaram, pois o assunto só teve repercussão pela mídia.
Sou de origem humilde e de periferia, se alguém me chama de favelado (como já aconteceu por toda minha infância e adolescência), ou simplesmente assumo que sou mesmo e mando ir tomar no cool. è importante salientar que na favela tem preto, branco, pardo, gay, lésbica, enfim, todo tipo de gente, afirmar que o as ofensas que foram ditas têm esse caráter discriminatório soa como hipocrisia, pois claramente as pessoas que proferiram pareciam ser de origem humilde e periférica.
A verdade é que o politicamente correto está tirando a liberdade das pessoas, tudo vira motivo para uma lição de moral antropológica hoje em dia, até o que aconteceu com a 'turma do amendoim' xingando o cara de derrotou o timeco deles, se transformou em discurso ideológico.
Claro que ofensas racistas, xenofóbicas, religiosas ou qualquer tipo de discriminação são inaceitáveis e precisam ser punidas. Isso é básico. Mas também é importante ter um pouco de bom senso para não sair procurando problema em tudo que é dito no calor do jogo.
No fim das contas, estádio é lugar de paixão e rivalidade. Provocação e xingamento sempre fizeram parte desse contexto. O desafio é separar o que é realmente discriminatório e deve ser combatido, do que é apenas provocação, ainda que de gosto duvidoso, mas sem essa suposta carga discriminatória que estão tentando criar... Ou seja, mais torcida, menos mimimi
em Bate-Papo da Torcida > Ignorância sobre o que é racismo
Em resposta ao tópico:
O que mais vi por aí foi gente minimizando o que o torcedor da Portuguesa falou ontem para o Hugo, dizendo que “não sabe onde está o racismo nos xingamentos”, “não aguentava futebol nos anos 80/90”, “futebol tá cheio de mimimi”.
É só se perguntar: será que, por exemplo, o Spinelli do Vasco (cabeludo, de cabelo loiro, liso e comprido) seria chamado de “piolhento” ou mandariam ele cortar o cabelo? Eu tenho certeza de que nunca fizeram isso e nem fariam com ele.
Fingem que não sabem que “favelado”, “sic”, “maloqueiro” são apelidos/estigmas preconceituosos dados a nós pela origem humilde, popularidade entre os mais pobres e localização na Zona Norte. Acham que ser racista se resume a chamar de “m.a.c.a.c.o” e ofender a cor da pele.
Por essas e outras, o racismo não vai acabar: a maioria não quer que acabe, quer ser racista.










