Gibi Corinthians
Atual presidente do Corinthians, Osmar Stabile cumpriu o que havia prometido em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva: protocolou nesta quinta-feira o pedido de impeachment de Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do clube.
À reportagem da Gazeta Esportiva, Stabile justificou sua ação. 'O cara chegar para um presidente do Corinthians, com 35 milhões de adeptos, e falar o que ele falou? Tenho que fazer alguma coisa, se não sou covarde. Ele tenta interferir na gestão de uma forma que eu não estava deixando acontecer, mas o cara chegar no seu ouvido e falar alto: 'Ou faz ou vou te f...? '', afirmou Osmar Stabile.
Osmar Stabile e Romeu Tuma Júnior ofuscaram a votação da reforma do estatuto do Corinthians com um bate-boca que ferveu o Parque São Jorge na última segunda-feira.
A discussão ocorreu logo no início da reunião no auditório da sede social do clube. Stabile fez graves acusações contra Romeu, que se defendeu e alegou ter provas que o presidente estaria mentindo. O entrevero foi o estopim para um grande tumulto entre conselheiros, com direito a troca de ofensas e até empurrões.
Entenda o conflito
Stabile acusa Tuma de tentar interferir na gestão executiva do clube. Segundo osmar, a gota d'água foi na última sexta-feira, em conversa entre eles. O presidente alega ter sido ameaçado por Romeu.
de acordo com o dirigente, Romeu teria se dirigido a ele durante o jantar e dito: 'Ou você faz o que eu quero, ou eu vou te f...'.
O motivo do conflito é a suposta contratação de Aldair Borges para integrar a equipe de seguranças do Parque São Jorge. O profissional foi citado em um inquérito da Polícia Civil como responsável por esconder as grades e liberar acesso de pessoas não autorizadas ao clube no dia 20 de janeiro de 2025. Na ocasião, houve uma grande confusão após uma reunião do Conselho que votaria o impeachment do então presidente Augusto Melo.
À Gazeta Esportiva, Stabile voltou a negar que o profissional tenha sido recontratado. Ele diz que Aldair esteve no Parque São Jorge para pedir emprego alegando estar passando por uma situação financeira complicada, mas não foi admitido.
'Teve um cara chegando lá para pedir para voltar e foi rejeitado, falou que estava passando por uma situação difícil, mas não foi e nem seria contratado, porque teve a situação dele na invasão. Tem uma foto que vazou, sem querer, e o Tuma caiu na conversa fiada, ele caiu na mentira e foi tirar satisfação comigo', afirmou Osmar.
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Romeu Tuma Júnior, por sua vez, garante ter provas de que a diretoria executiva recontratou não apenas um, mas dois profissionais envolvidos no episódio. Ele também nega qualquer ameaça a Stabile.
'Estou tranquilo e aguardando qualquer tipo de representação que seja oferecida contra mim. Inclusive, já requisitei ao presidente da Comissão de Ética, Leonardo Pantaleão, que realize apuração de todos os fatos, recuperando as imagens de câmeras de segurança, além de disponibilizar o Boletim de Ocorrência que registrei no dia do ocorrido. Ele contratou não um, mas dois seguranças envolvidos no episódio, e depois do alerta que fiz na sexta-feira, sabendo que a repercussão interna seria desastrosa, ele mandou os caras embora. Nunca o ameacei, somente o alertei, e no foro adequado iremos provar quem foi ameaçado naquele episódio', disse o presidente do CD à reportagem.
* Por Tiago Salazar
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