Reinaldo Pereira
O Corinthians é o time do povo, e além de rentabilizar com o estádio, deve olhar pras classes mais desfavorizadas de sua torcida. É muito fácil para uma pessoa nova ou um torcedor de sofá dizer que tem que tirar todas as cadeiras mesmo. Só existem 2 setores mais em conta para o povo, a Leste e a Sul. A Norte é da organizada, e tem que ser mesmo. Sobra a Sul. Vou frequentemente na Sul e tem muitas mulheres, crianças e idosos. Essas pessoas não aguentam ficar de 2 a 3hrs em pé. Então senta no cimento, certo? Errado. Os degrais da Norte e da Sul não foram feitos pra sentar, são baixos, foram feitos pra se colocarem cadeiras. Com essa medida, o Corinthians estará excluindo uma parte do povo, exatamente o de menor poder aquisitivo. Idosos, mulheres e crianças, não iram mais, ou irão com menos frequência. A minha sugestão é que se coloque um pedaço da Sul com cadeiras. E destinado somente a idosos, mulheres e crianças. Essa medida não excluiria essas pessoas com mais dificuldades de ficar em pé.
em Bate-Papo da Torcida > Por que os 4.200 novos lugares na Arena são um 'pulo do gato'...
Em resposta ao tópico:
Fiel, vi muita gente reclamando que “4.200 lugares é pouco”. Mas, olhando pelo lado de Desenvolvimento de Negócios (Biz Dev), essa é a jogada mais pragmática que a diretoria fez em anos.
Por quê? Baixo CAPEX e retorno imediato.
Em vez de se endividar em R$ 500 milhões para fechar os anéis agora, o clube está fazendo um “MVP” (Mínimo Produto Viável). Tirar as cadeiras da Sul e ajustar os bicos da Leste custa quase nada perto do que vai gerar de receita extra por jogo.
Com esses 4 mil lugares a mais, o Corinthians coloca mais de R$ 200 mil extras no bolso por partida (estimando ticket médio popular). Em um ano, a obra se paga e sobra lucro limpo. É o primeiro passo realista para, quem sabe um dia, chegarmos aos 75 mil que todos sonhamos.
Vocês preferem esse crescimento sustentável ou mais uma aventura financeira que a gente não sabe como pagar?
Bora debater os números!
