Julio Pereira
O Corinthians conseguiu um feito difícil — e preocupante. Mesmo testando praticamente todo o elenco ao longo dos 90 minutos, o time não conseguiu acertar um único chute no gol.
Não foi falta de tentativa de rodar o elenco. Foi falta de qualidade, de criatividade… e, principalmente, de alguém que resolva.
E aí fica a pergunta que parte da torcida insiste em evitar: ainda dá pra achar que não precisa renovar com Memphis Depay?
Porque quando ele está em campo, o cenário muda. O Corinthians ganha presença ofensiva, inteligência, movimentação e, acima de tudo, perigo real. Não é coincidência — é impacto técnico.
Sem ele, o que se viu foi um time previsível, travado, incapaz de transformar posse em chance. Um ataque que roda, roda… e não assusta ninguém.
Claro, futebol não é só um jogador. Mas também não dá pra ignorar quando um único nome eleva o nível coletivo de forma evidente.
A diretoria pode até discutir valores, tempo de contrato, estratégia. Faz parte. Mas dentro de campo, a resposta já está sendo dada — jogo após jogo.
Sem Depay, o Corinthians não só perde qualidade. Perde identidade ofensiva.
E depois de um jogo sem sequer acertar o gol, talvez já não seja mais questão de opinião. É questão de realidade.
em Bate-Papo da Torcida > Sem Depay, sem chute: até quando o Corinthians vai ignorar o óbvio?



















