Post de Rafael no fórum "Bate-Papo da Torcida" do Meu Timão

Pronto falei o que todo mundo aí está pensando.

Isso não é coincidência histórica. O futebol brasileiro sempre foi cruel com goleiros negros. Barbosa carregou sozinho o trauma de 1950 durante décadas, transformado injustamente em símbolo eterno do Maracanazo. Já Júlio César, branco, falhou em 2010 contra a Holanda, ganhou nova oportunidade em 2014 e terminou a carreira em Copas levando sete gols da Alemanha no Mineirão. O tratamento nunca foi igual.

Existe, sim, um filtro subjetivo na posição. Goleiros brancos erram e recebem nova chance. Goleiros negros erram e carregam estigmas.

A insistência em Bento, mesmo diante de falhas constantes, enquanto Hugo Souza segue subestimado, reforça uma lógica antiga do futebol brasileiro. E talvez o maior problema da Seleção hoje não seja apenas técnico. Seja a incapacidade de enxergar certos goleiros com os mesmos olhos.

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