Sinval Zanquetta
Quem tá matando o Corinthians é o Garro. Muito limitado.
Bate em média 20 bolas paradas entre faltas e escanteios, temos ótimos cabeceadores e o cara só sabe chuveirar nas mãos dos goleiros. A mim não engana.
em Bate-Papo da Torcida > Eu não sou o maior fã do Garro, mas ontem o Diniz matou...
Em resposta ao tópico:
O sistema do Corinthians é o 4-4-2. Já o esquema tático muda de acordo com a movimentação da equipe dentro de campo. Quando tem a posse o Corinthians se organiza num 3-2-5 ou 3-3-4, algo muito parecido com o que o Dorival Júnior costumava fazer.
A linha defensiva começa com Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Bidu. A partir daí o time forma uma linha pelo meio com Allan e Raniele centralizados. Particularmente não são os volantes que mais me agradam, mas é assim que o time está estruturado. Pelos lados aparecem Garro e Bidon, que em alguns momentos até trocam de lado, Garro caindo mais pela direita e Bidon pela esquerda.
No ataque ficam Memphis e Yuri Alberto formando a dupla de frente como antigamente. A diferença para o modelo anterior é justamente o posicionamento do Garro. Com a família Díaz e nos jogos de antes com o Diniz, o argentino atuava mais centralizado, praticamente atrás dos atacantes num losango que favorecia muito o futebol dele. Ontem no modelo do Diniz ele foi deslocado para a ponta direita e isso limita completamente o jogo dele.
O Garro voltou a render porque ganhou liberdade. Ele não tinha obrigação de recompor o tempo todo nem ficava preso a uma faixa específica do campo. Era um jogador solto, flutuando entre os setores, aproximando dos atacantes, circulando pelos dois lados e participando das triangulações. Esse estilo mais livre potencializa o futebol dele.
O problema é que da maneira como o Corinthians jogou ontem isso desapareceu. Ontem o Diniz mudou completamente o time pra encaixar o Memphis e o esquema ficou comprometido. Com duas linhas rígidas de quatro o Corinthians acabou anulando justamente o jogador mais criativo da equipe.
Com a bola o Garro entrava para organizar o jogo por dentro enquanto Matheuzinho subia pela direita. Do outro lado Bidon fazia o mesmo movimento parecido para liberar o avanço do Bidu. Só que essa dinâmica deixou o meio congestionado com os jogadores ocupando os mesmos espaços e atrapalhando a fluidez da equipe.
Sem a bola esse problema ficou ainda mais evidente. O Platense conseguiu explorar várias vezes o lado direito do Corinthians, especialmente nas costas do Mateuzinho, porque o Garro não tem característica de recomposição defensiva atuando aberto por ali. Ele não é um ponta de marcação, nem vai render dessa forma.



